A integração da comunidade

Por todos reconhecido vivemos um período em que as mentalidades e os hábitos do passado estão a ser corrigidos, porque o Estado tutor e simultaneamente observador dos cidadãos está fora de moda.

Em Portugal, vive uma forte comunidade de angolanos e muitos outros transitam rotineiramente pelo território, uns à busca de qualidade de vida, outros por situações transitórias que afetam a sua vida pessoal, e outros ainda, por razões sentimentais e familiares; existe uma lista imensa de motivos para que muitos angolanos tenham as ligações a Portugal.

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Não vamos abordar as questões reciprocas dos elos de ligação dos portugueses a Angola. Importa alertar e realçar causas e razões que por vezes são da ignorância dos cidadãos.

Portugal com o seu parco desenvolvimento económico dos últimos anos, tem uma estrutura base de Estado Social há várias décadas consolidada, e por outro lado, “regulado” pelas normas e diretivas da União Europeia tem uma atenção especial para as questões sociais.

Infelizmente, de quando em vez, somos, surpreendidos com dramas sociais de sobrevivência por parte de alguns compatriotas, que nalguns casos poderiam ter encontrado soluções a montante dos problemas.

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Noutros casos, deixam as fatalidades avolumarem-se e quando são do conhecimento público, tornam-se um drama social. Sabemos que há inúmeras variáveis causadoras das consequências, umas de natureza individual e intrínsecas aos cidadãos, a falta de humildade para solicitar ajuda quando necessita, por exemplo. Nós, angolanos temos muito orgulho no que somos e queremos, e afirmamos com alguma vaidade, mas temos falta de humildade quando estamos numa situação mais frágil.

Outras razões são extrínsecas ao próprio indivíduo e são transversais à comunidade, a falta de unidade associativa para defender os interesses de conjunto.

Apesar disto, há boas práticas nesta última referência. O exemplo vem de Almada da ACAA. Iniciaram um projeto no concelho que visa essencialmente atenuar e contribuir para a resolução de problemas da comunidade angolana naquele concelho. Cientes de que trabalho e a missão é árdua, têm vindo a subir a escada em caracol da vida.

Será sempre mais fácil o reconhecimento e o empenho das autarquias e do Estado Português no seu todo, para atender a problemas da comunidade se for feito através de uma estrutura associativa do que procurando a chamada “cunha” e favores particulares.

Existem formas legais quer do âmbito educacional ou da saúde ou noutras áreas para encontrar meios de prestar auxilio aos cidadãos angolanos residentes em Portugal. Não estamos com isto a afirmar que o trabalho da estrutura diplomática deve desprezado, pelo contrário, é um pilar estratégico nas ajudas se bem que na parte operacional a exequibilidade das ações seja mais eficaz através do modelo associativo.

É chegado o momento de olharmos para as questões de humanismo e reduzirmos as antigas práticas de bajulação que ainda por proliferam, para recolha de benesses de natureza individual.

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