A voz do autismo

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A palavra autismo foi criada por Eugene Bleuler em 1908, para descrever um sintoma de esquizofrenia que definiu como sendo uma “Fuga da Realidade”, uma pesquisa que foi feita com pacientes esquizofrénicos extremamente retraídos.

Autismo é um distúrbio neurológico, caracterizado pelo comprometimento da Interacção social, comunicação verbal e não- verbal e comprometimento restrito e repetitivo.
Os sinais geralmente desenvolvem se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em ritmo normal e depois regridem.

Segundo dados da CDC (Center for Disease Control) os transtornos do Espectro Autista atingem 1 em cada 110 indivíduos em todo o mundo.

A comunidade Científica levantou uma discussão importante sobre haver ou
não uma epidemia da Síndrome no Planeta tendo em conta o número elevado que cresce assustadoramente.
Este número pode até ser superior uma vez que vários países não apresentam dados epidemiológicos oficiais, desta lista constam a India, Angola, Somália…

Na verdade falar sobre Autismo em determinados países ainda é um tabu.

Não podemos culpar a população pois tal como ninguém nasce a saber ler e escrever, ´só se saberá o que é o autismo em determinados países se lhes for ensinado por aqueles que estão dispostos a transmitir o conhecimento adquirido.
Este Transtorno tem vindo a ser extremamente mal interpretado por muita gente pelo mundo, sobretudo no Continente Africano.
Autistas são frequentemente atirados em manicómios ou abandonados á sua sorte Por muitas famílias que associam o Transtorno às mais absurdas crenças.

Educar a população neste sentido é uma necessidade urgente.
O autista necessita em primeiro lugar do apoio familiar, a família é a base estrutural para o processo de evolução na vida do Portador de Autismo.

É possível levar uma vida razoavelmente normal dependendo do grau de Autismo.

Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras podem apresentar sérios problemas no desenvolvimento.
Alguns podem ser fechados e distantes, presos a rígidos padrões de comportamento.
Uma forma superior do Autismo é o Sindrome de Asperger, portadores desta síndrome podem ter uma inteligência acima da média.

O autismo pode apresentar diversos padrões de comportamento e não assuma que, por conhecer o padrão comportamental de um autista, conhece todos.

Cada caso é um caso e em constante necessidade de dedicação.

Não espere até que um médico psicólogo lhe diga como lidar com o seu filho (a) ou que seja ele a fazer uma análise directa sobre os comportamentos dele.
Esta missão é sua, cabe a você observar, investigar e se possível anotar os padrões de comportamento do seu filho e assim concluir a melhor forma de o ajudar a ultrapassar as suas dificuldades no seu dia-a-dia.

Não é uma tarefa fácil, mas você quer com certeza o melhor para ele.

Ainda não existe cura para o Autismo, mas quanto mais cedo o Autista receber o diagnóstico, maiores serão as chances de levar uma vida normal.

Biografia
Marina Cabral nasceu em Benguela / Angola, é formada em Jornalismo pela South Bank University mas começou a exercer a profissão bem antes da sua formação.
Consta da sua experiencia profissional a colaboração em Televisão, Rádio, Revistas e Jornais em Angola e Inglaterra, país onde reside.
Recentemente concluiu a Formação em Saúde e Assistência Social na especialidade de Autismo.
Desde então trabalha nesta área, em Londres e tem como objectivo despertar a Consciência na África, com relação ao Autismo, começando por Angola, seu país.

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