Acordos para penetrar na História

Tenho estado e continuarei nos próximos dias em trabalho de pesquisa no Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa, a fim de transformar o meu livro “A Economia ao longo da História de Angola” em “História Económica de Angola”. Fontes indispensáveis encontra-se no AHU e tenho tido todas as facilidades de acesso.. Para o meu objetivo, o trabalho manuscrito  mais antigo data de 1602, embora as referências a serem usadas no futuro texto sejam mais antigas, anteriores até á chegada de Diogo Cão ao Soyo.

Os documentos do século XVII são muito difíceis de decifrar, não só porque o português daquela época era muito diferente do atual, como a caligrafia usada, quase artística, dificulta a leitura. Situação muito diferente no século XVIII.

Seja como for,  é uma observação passo a passo da evolução colonial, ao mesmo tempo que tento descortinar as reações das sociedades africanas atingidas. Todos os dias saio do AHU imaginando como seria a minúscula Luanda de então e quais as tensões geradas nela  e em torno dela. Conheço bem a nossa História mas, durante este trabalho, já tive algumas surpresas.

Por hoje o que quero sublinhar é o manancial de fontes, não apenas sobre Angola mas de todos os países que estiveram inseridos no antigo império português.  Aqui somos nós que fazemos descobertas sobre nós próprios e é urgente chegar a acordos para intercambiar e copiar documentos. Por minha parte já fiz algumas cópias, mas estou a nível das dezenas num âmbito que abrange muitos milhares.

Esta é uma tarefa cultural de grande alcance e talvez a CPLP possa ter nisto um papel.