Açores: Comunidade angolana na Ilha de São Miguel recebe a “Mukanda”

Mukanda, a revista oficial do Consulado-Geral de Angola em Lisboa, foi ontem, 09 de março, apresentada aos membros da comunidade angolana residente na Ilha de São Miguel, nos Açores. A cerimónia de apresentação teve lugar na biblioteca do colégio do Castanheiro em Ponta Delgada.

Para Armindo Laureano, editor-executivo da Mukanda, a comunidade angolana em São Miguel passa a contar agora com “um importante instrumento de promoção, divulgação e valorização da cultura angolana”.

“A Mukanda simboliza a forma como muitos angolanos na diáspora usaram para chegar às famílias e aos amigos. Simboliza a forma como partilhavam afectos, memórias e vivências. Moveu-nos sempre uma ambição nobre e legítima: fornecer as nossas comunidades um conjunto muito alargado de textos que atravessem épocas, espaços e fronteiras. Textos que valorizem o património cultural e afectivo dos angolano espalhados pelo mundo. Há aqui uma compreensão, respeito e valorização daquilo que chamamos angolanidade. A angolanidade como tal é uma riqueza, é um conjunto de valores que devemos aceitar, honrar e partilhar. Portanto, a Mukanda promove várias dinâmicas históricas, culturais, geográficas , sociais, recreativas e académicas. A Mukanda valoriza a importância das relações culturais entre as nossas comunidades, ela é uma importante realização cultural e literária que não podem ficar indiferentes. Tem alma e identidade angolana. A Mukanda é da Banda! “, afirmou Armindo Laureano.

Para António Campos, engenheiro civil angolano, residente em Ponta Delgada desde 1992, a Mukanda vai permitir “acompanhar as actividades que o Consulado -Geral de Angola em Lisboa tem realizado com a nossa comunidade. Podem contar comigo como um admirador e leitor assíduo da revista”.

“Para quem como eu, que já deixou Angola em 1977, é realmente uma publicação que nos vai permitir acompanhar todas as actividades das comunidades angolanas. Gostei da qualidade dos textos, da estética e formato da Mukanda. Parabéns.”, disse Maria Cristina Borges, presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA).

João Miranda, director do Colégio do Castanheiro e anfitrião do evento, destacou a importância da divulgação de actividades realizadas no seio da comunidade angolana.

“A leitura abre mundos e promove valores . A Mukanda tem uma qualidade estética e de conteúdos que devemos reconhecer. Vamos através dela acompanhar as actividades desenvolvidas pelo Consulado de Angola em Lisboa junto das nossas comunidades. Foi uma honra termos sido anfitriões desta cerimónia de apresentação. A Mukanda já está no colégio do Castanheiro. Vamos divulgá-la junto dos nossos estudantes e professores”, afirmou João Miranda.

Carlos Teves, angolano nascido em Luanda ( bairro da Cabral Moncada), e residente nos Açores desde os finais da década de 70, a Mukanda proporciona um “verdadeiro reencontro com a nossa cultura, a nossa história e realidade. Sabe tão bem ir acompanhando o trabalho das nossas instituições e das nossas comunidades. Estar aqui na apresentação da revista é algo que me enche de alegria. Estamos de parabéns. Viva Angola e viva os Açores “.

Mukanda é a primeira e única publicação oficial do Consulado-Geral de Angola em Lisboa. Tem como director, Narciso do Espírito Santo Júnior, Cônsul-geral de Angola em Lisboa, tem periodicidade trimestral e é de distribuição gratuita.

O Consulado-Geral de Angola em Lisboa tem sob a sua responsabilidade a comunidade angolana residente na zona de circunscrição de Lisboa e Vale do Tejo, e das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

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