África do Sul: Cerca de 28 milhões de eleitores decidem hoje futuro da África do Sul

Cerca de 28 milhões de eleitores decidem hoje, pela sexta vez desde o fim do apartheid em 1994, o futuro político da África do Sul, depois de uma década de fraco crescimento económico, aumento da corrupção e tensões raciais.

O Congresso Nacional Africano é a força política favorita do escrutínio de quarta-feira, mas a percentagem de votos, determinará se o actual Presidente e líder do partido no poder, Cyril Ramaphosa, conseguiu reverter o crescente ressentimento dos eleitores, nomeadamente, devido aos fracos resultados económicos do governo e aos escândalos de corrupção que pontuaram nos últimos anos a governação do ANC.

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As últimas sondagens de opinião apontam para 60% dos votos a favor do ANC, com excepção de uma, que prevê menos de 50 % dos sufrágios para o partido de Cyril Ramaphosa.

Cyril Ramaphosa, líder do ANC

O Economic Freedom Fighters (EFF), de esquerda radical, criado em 2013 pelo ex-líder da Juventude do ANC Julius Malema prometeu durante a campanha eleitoral que irá acentuar a sua agenda política radical no sentido da nacionalização de vários setores da economia, nomeadamente o mineiro, e a expropriação de propriedades privadas sem compensação financeira, entre outros.

O EFF obteve 10% dos votos nas eleições gerais em 2014.

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Julius Malema, líder do EFF

Por seu lado, o maior partido de oposição, a Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), liderado por Mmusi Maimane, promete “criar mais emprego, proteger os direitos das minorias e unificar o país”.

O DA (Aliança Democrática) obteve 22% dos votos em 2014, conferindo-lhe o segundo maior número de deputados na Assembleia Nacional.

Mmusi Maimane, líder do DA

As eleições legislativas na África do Sul realizam-se a cada cinco anos, sendo os assentos parlamentares atribuídos por um sistema de representação proporcional.

Segundo a Comissão Eleitoral Independente, 48 partidos políticos vão contestar as eleições gerais e provinciais deste ano para as quais se registaram 26,7 milhões de eleitores.

A comissão diz ter instalado cerca de 23.000 mesas de voto nas nove províncias do país (Eastern Cape, Free State, Gauteng, KwaZulu-Natal, Limpopo, Mpumalanga, Northern Cape, North West e Western Cape).

Além da disputa nacional, os cidadãos também vão escolher os novos governos das províncias do país. O sistema funciona da mesma forma, com votos dirigidos aos partidos. Cada uma das 9 províncias elege entre 30 e 80 membros para mandatos de cinco anos.

Os sul-africanos vão às urnas nesta quarta-feira, dia 8, para votar em eleições legislativas e provinciais, em que se espera mais uma vitória do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), no poder desde a queda do regime do apartheid em 1994.

Com MSN e Globo.com

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