Amazónia: Greenpeace pede boicote comercial de produtos brasileiros fruto da desflorestação

A organização não-governamental (ONG) Greenpeace pediu à comunidade internacional um boicote a produtos brasileiros provenientes de áreas desflorestadas. Para a ONG esta é a forma de colocar pressão económica sobre a indústria do país.

“Seria importante que os países mandassem as suas empresas não aceitar produtos que venham de áreas desflorestadas. Que só aceitam produtos livres de desflorestação, livres de problemas sociais brasileiros, livres de invasões indígenas, tentando colocar uma pressão económica sobre a indústria brasileira, para que as empresas do Brasil, que praticam esses crimes, se comprometam a parar”, disse à agência Lusa Rômulo Batista, biólogo e especialista em Amazónia, da Greenpeace Brasil.

publicidade

Faça já a sua assinatura: formulário de assinatura
Contactos editoriais: jornalkandandu@gmail.com

Publicidade: vivenviaspress@gmail.com

“Esta mobilização internacional [em torno dos incêndios e preservação da Amazónia] chamou muita a atenção para o tema. É muito importante que toda a gente saiba o valor que a floresta Amazónia tem, assim como as pessoas que vivem nessa região, como os povos indígenas, que são os verdadeiros guardiões da floresta”, acrescentou o especialista.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Brasileiro (INPE), órgão público que mede a desflorestação no país, nos seis primeiros meses do ano houve um crescimento de 212% nas áreas desflorestadas da Amazónia face ao mesmo período de 2018. Porém, os valores registados em Julho vieram mostrar um aumento muito superior, com a desflorestação da Amazónia a aumentar 278% nesse mês , em relação ao período homólogo de 2018.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta. Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

Fonte: Lusa.

Deixe o seu comentário