Angola adia introdução do IVA para Julho de 2019

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) entra em vigor em Julho do próximo ano em Angola e não em Janeiro como estava inicialmente previsto, devido à legislação ainda em preparação, anunciou nesta quarta-feira, 3 de Outubro, em Luanda, o coordenador do Grupo Técnico para a Implementação do Imposto.

A introdução do imposto que recai sobre os produtos e serviços é uma medida há muito reclamada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que está a apoiar tecnicamente o processo, junto do Governo.

Adilson Sequeira falava à imprensa à margem de um encontro entre os responsáveis da Administração Geral Tributária (AGT) e produtores de Sistemas de “Software” de Facturação e Contabilidade, bem como os responsáveis das empresas tipográficas que imprimem facturas .

Até responsável da AGT explicou que vários diplomas estão a ser discutidos por um grupo técnico do Conselho de Ministro para serem enviados à Assembleia Nacional, apontando que, nessas condições estão os regimes jurídicos das Facturas das Facturas e da Submissão Electrónica.

“Estes diplomas vão ajudar a reduzir a fuga ao fisco e à fraude fiscal, devido ao trabalho de fiscalização que a AGT vai fazer ao cruzar as informações, o que implica que, quando alguma empresa vender algo sem declarar, se quem comprar declara, os sistemas vão registar os movimentos efectuados e, de imediato, descobrir-se à toda a verdade”, explicou Adilson Sequeira.

O encontro serviu para a AGT esclarecer os participantes sobre os procedimentos a adoptar depois da aprovação dos dois diplomas, que passam por aprovação por parte das autoridades competentes por terem sido alterados, com a introdução de elementos que visam adaptá-los à nova realidade.

Em Março, no fim de uma missão de avaliação do desempenho económico, o director de Departamento Angola do FMI, Ricardo Velloso, defendeu, na sequência de contactos com o Governo angolano, que o imposto fosse aplicado de forma progressiva a partir de 01 de Janeiro de 2019, começando nas grandes empresas e sendo depois alargada a base tributária.

“Eu acho que o plano actual é de que ele seja aplicado primeiro aos grandes contribuintes, que estão mais preparados para este tipo de imposto, e ao longo dos próximos anos que a base seja ampliada. Acho que esta é uma maneira interessante de, por um lado, implementá-lo o mais rápido possível, mas por outro lado implementá-lo de uma maneira flexível”, declarou, citado pelo Jornal de Angola.

Fonte: Jornal Económico

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