Angola e Rwanda fazem acordo para combater grupos armados na Rep. Dem. do Congo

Angola e Rwanda decidiram juntar-se à República Democrática do Congo (RDC) nos esforços para erradicar os grupos armados congoleses e estrangeiros que actuam em regiões de fronteira da RDC.

A decisão foi anunciada, a 31 de Maio, em N’Sele, arredores da capital congolesa, no fim de uma minicimeira que reuniu os chefes de Estado dos três países vizinhos da sub-região central de África, designadamente João Lourenço, de Angola, Paul Kagamé, do Rwanda, e Félix Tshisekedi, da RDC.

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Segundo a declaração final do encontro, lida pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, os demais chefes de Estado da região que não tomaram parte no encontro serão também convidados a integrar esta iniciativa sub-regional.

Para o efeito, a cimeira tripartida decidiu relançar a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), como plataforma ideal para a resolução dos problemas que afligem a região, refere o documento.

No plano da integração económica, os três estadistas  comprometeram-se a tudo fazer para reabilitar e reforçar a linha férrea Kolwezi-Dilolo, na RDC, visando a sua ligação ao Lobito, através do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), na região centro-costeira de Angola.

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O encontro de N’Sele decorreu à margem das exéquias de Etienne Tshisekedi, antigo líder da oposição congolesa e pai do actual Presidente da RDC, falecido em Fevereiro de 2017, em Bruxelas (Bélgica), e cujos restos mortais chegaram a Kinshasa no dia 30 de Maio, quinta-feira.

O Presidente João Lourenço, que regressou a Luanda ao fim da tarde dessa sexta-feira, participou na homenagem pública prestada a Etienne Tshisekedi, no Estádio dos Mártires, em Kinshasa, ao lado de outros chefes de Estado africanos.

Antigo primeiro-ministro da RDC e amplamente reconhecido como o pai da democracia congolesa pela sua luta contra o Estado ditatorial, Etienne Tshisekedi foi a sepultar no sábado, 1 de Junho, em N’Sele, onde foi erguido um mausoléu em sua memória.

Fonte: África 21 Digital com Angop

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