Angola facilita atribuição de vistos de turismo

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A partir de 30 de Março, os procedimentos para atribuição do visto de Turismo para Angola vão ficar mais simples para os cidadãos de 61 países, que cita um decreto presidencial que aprova o diploma que estabelece o regime de isenção e os procedimentos de simplificação dos actos administrativos para a concessão do visto.

A informação consta do decreto presidencial 56/18, de 20 de Fevereiro, e prevê que os cidadãos de 61 países, Portugal incluído, passem a ter que apresentar um comprovativo de alojamento, seja reserva de hotel ou de acolhimento por cidadão residente em Angola, alteração que, na prática, vai acabar com a ‘carta de chamada’, subscrita e reconhecida em Angola, em que um cidadão residente assume a responsabilidade e o convite à visita do estrangeiro, e que era um dos maiores entraves à entrada de turistas em Angola.

Além do alojamento, os turistas devem também fazer prova de que reúnem os meios de subsistência necessários à sua permanência em Angola, bem como apresentar um cartão internacional de vacinas actualizado, bilhete de avião de ida e volta e ainda o passaporte com, pelo menos, seis meses de validade.

Com as alterações em curso, chega também uma nova forma de solicitar o visto de Turismo, que, além dos consulados e missões diplomáticas de Angola, passam também a poder ser pedidos online, através do portal oficial do Serviço de Migração e Estrangeiros, segundo consta o mesmo decreto presidencial.

Depois de realizado o pedido online, os cidadãos interessados recebem, pela mesma via, uma “pré-autorização de entrada”, que deve ser apresentada no posto de fronteira, no aeroporto. Após confirmação da autorização de entrada, os cidadãos recebem o visto no documento de viagem.

“A dinamização do sector do Turismo depende em grande medida da política de vistos vigente no país e obriga à adopção de medidas mais flexíveis”, refere o decreto presidencial.

É também para facilitar a entrada de turistas no país que Angola vai deixar de exigir visto aos cidadãos do Botswana, Ilhas Maurícias, Seychelles, Zimbábue e Singapura, em visitas até 30 dias, num máximo de 90 dias por ano, medida que está abrangida pelo “princípio de reciprocidade diplomática”. Desde Dezembro, que o mesmo já acontecia com os cidadãos de Moçambique e África do Sul.

Fonte: Lusa

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