Angola já arrecadou 44 milhões de euros com privatização de 14 activos desde 2019

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De 2019 até Abril deste ano, Angola arrecadou 44 milhões de euros com a privatização de 14 empresas. Até ao fim deste ano, a expectativa é privatizar 51 empresas e angariar mais de 140 milhões.

O País encaixou 31 mil milhões de kwanzas (44 milhões de euros) com a privatização de 14 empresas, de 2019 até Abril deste ano, anunciou na passada segunda-feira o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro.

No fim da oitava reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros, dirigida pelo Presidente João Lourenço, Osvaldo Victorino João disse que até ao fim deste ano a expectativa é de arrecadarem mais de 100 mil milhões de kwanzas, com a privatização de 51 ativos, excluindo as empresas do setor financeiro.

Segundo Osvaldo Victorino João, desde o início do Programa de Privatizações 2019-2022 (PROPRIV) até Abril deste ano, foram registados 14 activos, maioritariamente da Zona Económica Especial, e também da área agro-industrial, com relevo para a Fazenda de Camaiangala, além de activos do sector de frios, nomeadamente entrepostos e matadouros.

O governante referiu que, com os 14 ativos, se estima a criação de 150 postos de trabalhos directos e 320 indirectos.

Em curso, prosseguiu, estão 51 processos de privatização, que o Governo espera que estejam concluídos até ao fim do corrente ano, devendo metade deles ter os concursos já terminados entre Setembro e Outubro.

“Entre esses activos, de referir activos do sector financeiro, temos o concurso aberto para a privatização do BCI, está também em processo de privatização a ENSA e as acções da Sonangol no banco BAI e no banco Caixa Geral de Angola”, enumerou.

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro sublinhou que fora do sistema financeiro existem activos no sector da agro-indústria, para o qual foram recebidas, na segunda fase de concursos, várias propostas para a compra de dois activos.

No sector da agropecuária, está em curso a privatização de cinco activos, entre os quais duas grandes fazendas (Kizenga e Pungo Andongo, localizadas na província de Malanje), processo em curso há algum tempo, esperando-se a sua conclusão durante Setembro.

“Temos mais alguns sectores relevantes. Do ponto de vista de processos em curso, está em fase final a segunda vaga de concursos para privatização de indústrias da Zona Económica Especial”, disse Osvaldo Victorino João.

As participações sociais do Estado nas cervejeiras Cuca, EKA e Ngola estão também a ser privatizadas, processos que deverão terminar em breve .

Ao nível do sector industrial, acrescentou Osvaldo Victorino João, estão em privatização os três maiores activos do Estado no sector, nomeadamente as fábricas têxteis TEXTANG II, África Têxtil e SATC. Para a venda destes activos foram já recebidas 10candidaturas, perspectivando-se que até Setembro estejam concluídos os processos de privatização das unidades fabris.

Lançado em 2019, o PROPRIV prevê a alienação de 195 activos detidos ou participados pelo Estado.

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