Angola promete aposta na valorização dos professores

A nova Ministra da Educação de Angola, Maria Cândida Teixeira, assumiu esta sexta-feira o compromisso de apostar na “valorização dos professores”, com vista à “melhoria a qualidade de ensino”, admitindo que “muito ainda há por se fazer” no setor.

Em declarações à Lusa, a governante afirmou que fez a sua primeira visita oficial à província angolana do Huambo, tendo concluído que uma das “maiores preocupações do setor são os recursos humanos”.

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“Tem a ver com a valorização dos professores, a formação, para que de facto possamos ter ensino de excelência porque eu considero que se queremos formar os alunos com a qualidade que desejamos temos em primeiro lugar de investir no professor e essa é a nossa principal preocupação”, disse.

Acrescentou que melhorar a qualidade do ensino deverá passar também por uma melhor superação do quadro docente a nível do país: “A qualidade passa exatamente pela formação do professor, porque nós pretendemos fazer uma superação para melhorar esta qualidade do professor”.

Maria Cândida Teixeira, que no governo anterior exerceu o cargo de Ministra da Ciência e Tecnologia, exortou ainda a sociedade a “não se angustiar”, porque que “a Educação é um processo e tudo será feito para o alcance da almejada qualidade de ensino”.

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“As coisas não são feitas de um dia para o outro, eu vou fazer a minha parte, mas tudo no sentido de criar melhores condições para que tenhamos um ensino de qualidade”, assegurou.

De acordo com a governante, que fez visitas a algumas escolas da capital angolana, as infraestruturas escolares, sobretudo para a prática do desporto, vão igualmente merecer uma “atenção especial” no decurso do seu mandato.

O nosso Presidente fala em desporto escolar. Infelizmente, de todas as escolas que visitei, à exceção da escola do ensino médio, todas outras não têm condições para a prática do desporto, este é outro aspeto que temos que olhar para podermos melhorar de facto esta questão”, concluiu.

A qualidade do ensino em Angola tem sido tema de várias reflexões no seio da classe docente e não docente, numa altura em que decorrem negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos de Educação, na sequência das greves dos professores realizadas nos meses de abril e maio.

Fonte: Lusa

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