Angola quer aumentar produção de cereais

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De acordo com o diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, o cenário da produção agrícola, nos próximos dois anos, vai conhecer melhorias e alcançar resultados significativos, tendo em conta o baixo preço dos fertilizantes, o melhoramento das sementes e o aumento da disponibilidade de instrumentos de trabalho.

Sem avançar dados sobre os níveis de produção que se pretende alcançar na presente campanha agrícola, o responsável justificou que a melhoria desta produtividade assenta, essencialmente, na redução do custo de produção, assim como na facilidade que os produtores têm para aquisição de fertilizantes no mercado nacional, a disponibilidade de sementes melhoradas, a preparação mecanizada da terra, correcção dos solos e o aumento de meios de cultivos como charruas de tracção animal, enxadas, catanas, entre outros.

Com estes insumos agrícolas, afirmou, estão criadas as condições necessárias para alcançar níveis satisfatórios na produção de diversos bens alimentares, visando acelerar o processo de diversificação económica no país e a redução da importação.

Segundo o director, actualmente o país é autossuficiente na produção de algumas raízes e vários tubérculos como a batata-doce, mandioca e batata-rena.

A par disso, apesar de não satisfazer em tempo integral as necessidades do mercado nacional, David Tunga garantiu que grande parte de ovos consumidos em Angola é produzida nos aviários instalados em várias províncias do país.

“Atualmente, a possível importação de ovos serve apenas para corrigir, excepcionalmente, na quadra festiva, alguma distorção no mercado nacional, durante um período de tempo”, explicou.

Para cobrir este défice, o gestor defendeu a necessidade de se produzir sementes melhoradas de milho e soja para aumentar a quantidade do consumo das famílias e a produção de ração suficiente para apoiar o subsector avícola.

O aumento da disponibilidade de sementes melhoradas de alto rendimento, aumento da oferta e a disponibilidade de adubos no país, a intensificação da produção e do uso de calcário dolomítico para a correcção de solos, promoção e intensificação do uso da tracção animal e de motocultivadores no sector familiar, com vista o aumento das áreas trabalhadas, assim como a intensificação da assistência técnica aos produtores constam das estratégias para o aumento da produção e da produtividade do sector agrícola.

Segundo dados da campanha agricola 2015/2016, o país tem uma disponibilidade de 35 milhões de hectares de terras aráveis para a prática da agricultura, sobre uma superfície cultivada de 5 milhões de hectares (14%), extensas áreas de pasto para a produção pecuária, faixa irrigável de sete milhões de hectares da sua área total, dos quais 3,4 milhões de exploração tradicional, bem como uma rede hidrográfica constituída por 47 bacias, com um potencial hídrico estimado em 140 mil milhões de metros cúbicos.

Quanto à cobertura florestal, o país possui 60 milhões de hectares de florestas (48% da superfície), representando uma vasta cadeia de exploração da flora e fauna nacional, segundo o primeiro Inventário Florestal Nacional, pós independência, do Ministério da Agricultura.

Fonte: África21digital

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