Angola quer recrutar 14.000 pessoas para garantir conservação de estradas

O Fundo Rodoviário angolano informou que prevê recrutar cerca de 14.000 pessoas para tratar da conservação de 11.200 quilómetros de estradas que foram reabilitadas nos últimos anos, constituindo para o efeito até 520 brigadas de intervenção.
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Todos os brigadistas, a recrutar prioritariamente entre ex-militares e jovens desempregados, serão contratados localmente, em cada província, assim como as empresas de gestão, explicou Simão Tomé, administrador do Fundo Rodoviário, no lançamento deste projeto, na terça-feira, nos arredores de Luanda.

Estes elementos vão assegurar a limpeza de bermas, valetas e valas de drenagem, taludes, operações de “tapa-buraco” e reposição da sinalização horizontal e vertical, representando um custo estimado mensal de cinco milhões de kwanzas (20.000 euros) por cada 25 quilómetros de manutenção, o que equivale ao troço de uma brigada.

“Este é um desafio que se enquadra numa lacuna muito grande que existia, em termos de conservação das estradas que eram reabilitadas e que na realidade absorvem uma parcela muito grande dos recursos do Estado e que se deterioravam num espaço de tempo relativamente curto”, explicou o administrador do Fundo Rodoviário, Simão Tomé.

Só entre 2016 e 2017, o setor da construção em Angola, incluindo a reabilitação de estradas, contava com 33 projetos aprovados ao abrigo da Linha de Crédito da China, negociada pelo Governo angolano com Pequim, mobilizando 1.644.282.124 dólares (1.320 mil milhões de euros).

No arranque deste projeto foram criadas as primeiras oito brigadas, com 160 pessoas, que vão tratar da manutenção e conservação dos primeiros 200 quilómetros de estrada, nos troços Cabolombo/Cabo Ledo e Muxima/Catete/Maria Teresa, na província de Luanda.

Em comunicado divulgado anteriormente, aquele fundo, órgão responsável, ao nível da administração indireta do Estado, pela manutenção e conservação das estradas da rede fundamental, referiu que o projeto vai abranger as províncias de Luanda, Huambo, Uíge, Zaire, Bengo, Cabinda e Cuanza Norte.

O Fundo Rodoviário foi criado em 2015 e, ao longo de dois anos, realizou intervenções em 35 troços de estradas da rede prioritária, das quais 30 beneficiaram de trabalhos de conservação e manutenção, e os restantes mereceram obras para o estancamento de ravinas, perfazendo 2.017 quilómetros de estradas com obras financiadas pelo Programa Nacional de Conservação e Manutenção de Estradas.

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