Angolana Maria Cristina Borges é eleita presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores 

A nova presidente da Associação dos Emigrantes nos Açores ( AIPA), Maria Cristina Borges, quer apostar nas competências pessoais e sociais dos imigrantes , criando mais eventos que reúnam os imigrantes e que forneçam mais informações a quem chegou de novo aos Açores sobre a legislação, a cultura e o modo de vida dos açorianos. 

Eleita há cerca de um mês, Maria Cristina Borges, substituiu no cargo Paulo Mendes (natural de Cabo Verde), que foi um dos fundadores da associação e a ela presidiu durante 14 anos. Maria Cristina Borges é a primeira mulher a exercer o cargo de presidente da AIPA, associação que existe desde 2003.

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Entre os seus objectivos estão a realização de palestras e conferências, ” onde os imigrantes que já estão nos Açores há mais tempo, alguns deles que se tornaram inclusivamente empreendedores e criaram o seu próprio emprego, possas dar o seu exemplo aos recém-chegados, explicando-lhes que o facto de serem imigrantes não é um sinal negativo “, afirma Maria Cristina Borges.

Os imigrantes precisam também de ser correctamente informados sobre como lidar com questões essenciais à sua estadia nos Açores como o acesso ao sistema de Saúde e ao sistema de Segurança Social, bem como a legislação laboral.

A nova presidente da AIPA lembra que muitos imigrantes chegam aos Açores apreensivos e precisam do apoio da associação no sentido de um mais rápido acolhimento e de uma melhor percepção dos direitos e deveres que vai ter no lugar que escolheram para tentar uma vida melhor do que a que tinham no seu país de origem. A grande maioria dos imigrantes nos Açores vem de países lusófonos com o Brasil, Cabo Verde em destaque, o que facilita a sua integração, uma vez que não têm de ultrapassar a barreira da Língua Portuguesa.

Angola no coração. 

Maria Cristina Borges nasceu a 28 de Maio de 1953 em Maquela do Zombo, província do Uíge. É professora de profissão, tendo iniciado a sua actividade docente em Benguela, com passagens também pelas províncias do Cuanza-Norte, Uíge e Luanda.

Chegou aos Açores em 1977 como refugiada da guerra civil que se tinha instalado em Angola logo a seguir à independência. Na altura, os Açores estavam a ganhar a sua autonomia política e administrativa em relação ao Continente e viviam ainda muito fechados face ao resto do mundo. Por isso, Maria Cristina Borges sofreu com uma integração difícil, embora hoje, passados 40 anos , se considere ” uma açoriana que nasceu em Angola “.

No passado mês de Maio e por ocasião do Dia da Mãe , Maria Cristina Borges, foi homenageada pelo Cônsul-Geral de Angola em Lisboa, Narciso do Espírito Santo Júnior, que se encontrava em visita oficial a região Autónoma dos Açores, numa cerimónia que contou também com a presença da consulesa, Sra. D. Joana do Espírito Santo.

Na ocasião, Maria Cristina Borges, disse trata-se “do maior e mais significativo reconhecimento feito por uma instituição do Estado angolano pelo trabalho desenvolvido ao longo dos seus quarenta anos de vivência nos Açores , uma prova de que Angola e os seus dirigentes acompanham e valorizam o seu trabalho, percurso e trajectória” .

Com Açoriano Oriental

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