Angolano detido em Espanha por suspeita de tráfico de pessoas

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De acordo com a investigação, desencadeada a partir de uma denúncia, as vítimas trabalhavam em restaurantes de comida paquistanesa, situados na província espanhola de Málaga, onde eram obrigadas a cumprir jornadas laborais de 12 horas, sem um único dia de descanso semanal.

Em troca recebiam no máximo 500 euros,valor que nunca foi declarado.

Para além da exploração laboral a que estavam sujeitos, os trabalhadores eram coagidos a contrair dívidas entre 8.000 e 10.000 euros junto dos seus empregadores, tal como a maioria deles, oriundos do Paquistão para garantir a autorização de residência espanhola.

Segundo declarações dos investigadores, citadas na imprensa local, este processo de legalização era tratado com ajuda de um angolano, que, através de pagamentos de 2.000 euros, convencia espanholas financeiramente vulneráveis a casarem-se com as vítimas.

Sem outra hipótese de obterem documentos, visto que eram estrategicamente escolhidos por não cumprirem os requisitos que a lei espanhola exige para contratação de estrangeiros, os trabalhadores facilmente alinhavam nos matrimónios por conveniência.

O esquema envolvia ainda a participação de funcionários bancários e da segurança social

Durante a operação, as autoridades espanholas apreenderam acima de 170 mil euros em dinheiro, bloquearam contas bancárias com mais de 160 mil euros e propriedades imobiliárias avaliadas em quase 900 mil euros.

Fonte: Novo Jornal online

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