Angolanos são quem mais pede estatuto de refugiado no Estado brasileiro de São Paulo

O maior número de pedidos de estatuto de refugiado em São Paulo, Brasil, é de angolanos, segundo um relatório da Cáritas, que coloca também os cidadãos de Angola como os que mais procuram esta protecção no Rio Janeiro.

As razões para este elevado número de pedidos de asilo político feitos por angolanos nas duas principais cidades brasileiras, ainda segundo dados fornecidos pela Cáritas, sobre os anos de 2016 e 2017, são de natureza política, alegando os requerentes do estatuto de refugiados que são perseguidos pelo Governo de Luanda.

Esta organização católica, que elaborou este relatório em conjunto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ( ACNUR) , está na linha da frente do apoio prestado no Brasil aos estrangeiros, principalmente oriundos de África, mas também de alguns países sul-americanos, que procuram algum tipo de protecção jurídica para que não sejam repatriados .

Cerca de 3.240 pessoas pediram acesso ao estatuto de refugiado em São Paulo durante o ano de 2016, mas o número de pessoas apoiadas pela Cárita é superior a 6.300, incluindo os que estão ainda no processo de requerimento do estatuto de asilo ou que procuram qualquer tipo de documentação que lhes permita procurar meios de subsistência no Brasil.

Apesar de o argumento utilizado para justificar o pedido, ainda segundo a organização religiosa, nos últimos tempos sucedeu uma alteração importante em que decresceu o número de homens sozinhos a chegar ao Brasil alegando algum tipo de perseguição e aumentou consideravelmente, incluindo com origem em Angola, o número de mulheres, sozinhas e com filhos.

Até Dezembro do ano passado, o Governo brasileiro tinha um total de 10.500 refugiados reconhecidos, sendo, no total do país, Angola, como 4.719, apenas batida pelo Senegal, com mais de sete mil pedidos, seguindo -se países como a Síria, Venezuela, e o Bangladesh.

No entanto, no que diz respeito aos pedidos que deram entrada nas duas principais cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, a maior parte destes é referente a cidadãos angolanos.

Fontes : ACNUR, Cáritas, Novo Jornal.

 

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