Apreendidas 11 toneladas de cobre roubado que iam ser exportadas

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A polícia angolana apreendeu, na última quinta-feira, mais de 11 toneladas de cabos eléctricos e lingotes de cobre roubado, escondidos em contentores que iam ser exportados através do Porto de Luanda, noticiou o Jornal de Angola.

O material, roubado em várias regiões do País, que estava escondido em cinco contentores e dissimulado entre lixo ferroso e sucata, ia ser exportado para os Emirados Árabes Unidos.

Segundo o diretor do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Manuel Halaiwa, citado por aquele diário, a investigação permitiu desmantelar uma associação criminosa liderada por um cidadão indiano e outro da República Democrática do Congo (RD Congo), na qual participavam também angolanos.

Envolvidos nesta rede estão despachantes oficiais, funcionários da Administração Geral Tributária (AGT), do Ministério do Comércio e Indústria e da Polícia Fiscal “que, de forma concertada, emitiam pareceres favoráveis à saída das mercadorias, dando fé aparente de procedimentos lícitos.

A operação funcionava com a cobertura de empresas com licença de exportação de resíduos ferrosos.

Numa nota de esclarecimento divulgada entretanto, o ministério salientou que “está em pleno alinhamento com o SIC” e que estão a decorrer “trabalhos internos junto das direções que concorrem para os processos de licenciamento à exportação, bem como os departamentos ministeriais correspondentes”, para apurar mais dados sobre as empresas envolvidas.

Sublinha ainda que o ministério está comprometido no “cumprimento da ‘taxa zero’ de exportação de sucata e/ou material ferroso por ser matéria-prima da indústria siderúrgica”, muito procurada em Angola.

“De igual modo, socorrendo-se da lei das atividades comerciais e demais diplomas conexos, tratamento adequado será dado às empresas que tenham feito o trespasse (aluguer) dos seus alvarás”, acrescenta-se na nota.

Em Março de 2020, a Polícia Fiscal tinha feito igualmente a apreensão de 10 contentores de 20 pés com cabos eléctricos descarnados, barras de cobre e de alumínio.

Segundo Manuel Halaiwa, “estas acções visam o contrabando de cabos elétricos e peças de cobre, através de cenas de vandalismo contra bens públicos, protagonizadas por indivíduos desconhecidos, muitos dos quais incentivados por cidadãos estrangeiros, em todo o país, com maior incidência na província de Luanda”.

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