Avaliação da banca deverá trazer poucas novidades, garante governador do BNA

O processo de avaliação em curso a 12 bancos do sistema financeiro deverá trazer poucas novidades, disse recentemente o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), que mencionou a possibilidade de um ou outro banco ter de reforçar capitais.

José de Lima Massano, ao intervir na semana passada na conferência internacional Angola Petróleo e Gás 2019, recordou os esforços que o BNA tem estado a desenvolver no sentido de fortalecer a banca comercial do país, “actualmente a principal financiadora da economia”.

O governador, que não indicou quando ficará concluído o processo de avaliação, adiantou que, “do ponto de vista dos rácios de solvabilidade”, o sistema, composto neste momento por 26 bancos, “é saudável, tendo em conta que o rácio regulamentar é de 10% e a banca apresenta uma média de 30% “.

O responsável anunciou, por outro lado, a chegada ainda este mês a Luanda de uma delegação da Reserva Federal dos Estados Unidos da América para averiguar se as autoridades angolanas aplicaram as medidas necessárias para que Angola volte a contar com a correspondência bancária a partir do sistema bancário norte-americano.

José de Lima Massano afirmou igualmente que os problemas estão a ser ultrapassados, uma vez que o BNA definiu um conjunto de regras e de acções que a banca comercial está a seguir de forma eficaz.

A falta de acesso aos dólares levou o BNA a efectuar os seus leilões em euros, que passou a servir de referência para determinar a cotação do kwanza face a um cabaz de moedas, incluindo o dólar.

O governador do BNA recordou essa realidade, quando entre 2015 e 2016 os correspondentes bancários em moeda norte-americana deram por finda a relação com o sistema bancário angolano, mas garantiu que isso está a ser “ultrapassado” com a recuperação da confiança.

Fonte: Macauhub.

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