Banca/Portugal: Burla de 100 mil euros contra clientes angolanos

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Um empregado bancário chefiou, durante mais de três anos, um gang que lesou clientes angolanos em mais de 100 mil euros. Os oitos membros do grupo, sete homens e uma mulher, entre os 29 e 54 anos, forjavam documentos das vítimas e efectuavam levantamentos em numerário ou transferências bancárias.

A Polícia Judiciária de Lisboa, através da secção de investigação a burlas, foi alertada por uma das vítimas em Setembro de 2017. De imediato iniciou uma investigação que, no último dia 26, levou à prisão dos oito burlões.

O empregado bancário, que entretanto foi despedido, e outros três detidos ficaram em prisão preventiva. Os outros quatro suspeitos ficam em liberdade, mas sujeitos a várias medidas de coacção.

Fonte ligada à investigação explicou que a actividade criminal durava desde 2015. O papel do funcionário bancário preso era fulcral. Tinha acesso a toda a informação sobre os clientes residentes em Angola e fornecia-as aos outros membros do grupo.

Estes encarregavam-se de falsificar passaportes com os dados das vítimas, todas residentes em Angola. Os documentos eram depois usados nas transacções em balcões de várias entidades bancárias, com fotografias apostas dos burlões, que imitavam as assinaturas das vítimas.

A mesma fonte próxima da investigação explicou que, para já, foram identificados oito clientes angolanos lesados pelo grupo, que foram ressarcidos dos prejuízos pelos respectivos banco. A Polícia Judiciária (PJ) acredita que possam existir mais vítimas.

Fonte: CM

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