Banco de Desenvolvimento de Angola promove campanha para minimizar crédito malparado

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A campanha Diversificar do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) sensibilizou já, em quase dois meses, mais de 35.000 pessoas, no intuito de incutir conduta responsável em relação ao reembolso dos créditos concedidos pela banca.

Em declarações hoje à imprensa no final da cerimónia de apresentação dos propósitos da campanha aos funcionários do Ministério dos Transportes de Angola, o supervisor de equipa do Programa de Sensibilização do BDA, Carlos da Silva, sublinhou a relevância do programa em torno da necessidade do financiamento da economia.

“O fundamento do programa é sensibilizar as pessoas no âmbito da educação financeira. Nós vivemos períodos em que muito se fala do incumprimento bancário, então o programa foi criado exatamente para educar a população, no âmbito da boa cidadania, para a importância do retorno dos financiamentos que os bancos concedem”, disse.

A Campanha Diversificar, lançada em julho, em Luanda, “visa promover e reforçar o conceito de círculo virtuoso da economia, como modelo de uma conduta responsável, relativamente ao reembolso dos créditos”, tendo já sensibilizado até ao início deste mês um total de 35.847 pessoas, 4.406 estabelecimentos comerciais e 67 instituições públicas e privadas.

“É importante que as pessoas saibam que os bancos estão disponíveis no nosso mercado para essa questão dos financiamentos e o que nós queremos é que os empreendedores tenham conhecimento que, quando usarem os empréstimos é necessário o reembolso”, esclareceu o técnico do BDA.

Em reação à apresentação da campanha aos quadros do Ministério dos Transportes, a diretora do gabinete de estudos, planeamento e estatística, Teresa Mourão, defendeu a definição de escalões, na hora da cedência de créditos aos empreendedores.

“Essa diversificação tem que passar por escalões e não podemos diversificar com valores díspares, é preciso especificar bem essa situação e isso deve ser levado a todas as províncias do país, para que as pessoas captem esta necessidade e poderem investir o seu dinheiro, porque as informações que são dadas por determinados bancos não são as melhores”, referiu.

Para a funcionária do Ministério dos Transportes de Angola, o país deve “trabalhar com celeridade”, no sentido de registar os bens dos cidadãos para a consecutiva garantia bancária na hora da concessão de créditos, “no sentido de se evitar o cenário do crédito malparado”.

“Há todo um outro trabalho, que ainda não está a ser feito, que é podermos registar os nossos bens, para pudermos dar ao banco como garantia, e esse trabalho não está feito. Eu própria tenho uma casa, que ainda não consegui fazer escritura, para dar garantia ao banco, por exemplo”, explicou.

Fonte: Lusa

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