BNA apresenta amanhã, dia 7, a nova família do kwanza

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O Banco Nacional de Angola (BNA) realiza, esta terça-feira, 7, em Luanda, uma conferência de imprensa para apresentação da nova família do Kwanza série 2020, numa altura em que a moeda nacional já leva uma desvalorização de 16,9 e 17,2, soube a Vivências Press News através de comunicado.

Como novidade, na série 2020, a esfinge estampada nas notas passa a ter apenas o rosto do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, ao contrário da actual que inclui também a do ex-Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos. Aprovadas pela Assembleia Nacional em Janeiro deste ano, as novas notas, com valor facial de 200, 500, 1.000, 2.000, 5.000 e 10.000 kwanzas, também foram ilustradas com as maravilhas naturais de Angola.

Na nota de 200 figuram as Pedras Negras de Pungo a Ndongo (Malange), na de 500 a Fenda da Tundavala (Huíla), na de 1.000 a cordilheira do Planalto Central (Huambo), na de 2.000 a serra da Leba (Huíla), na de 5.000 as ruínas da Catedral de São Salvador do Congo (Zaire) e na de 10.000 as grutas do Zenzo (Uige).

As novas cédulas do Kwanza serão mais seguras, com características que dificultam a sua falsificação, segundo garantias dadas pelo governador do BNA, José de Lima Massano. As notas terão substratos de polímero (plástico) que as tornarão mais resistentes conferindo-lhes maior durabilidade do que as de papel, em circulação.

Com as actuais notas de papel, o Estado gasta 30 milhões de dólares americanos, para manutenção do Kwanza em circulação, de dois em dois anos. A nova série do Kwanza terá o mesmo custo, mas a sua manutenção será feita a cada quatro anos. Nesta operação de emissão de novas notas, segundo José de Lima Massano, o BNA previa gastar 30 milhões de dólares, igual valor ao utilizado para o saneamento (substituição) das notas em circulação no País.

A introdução da nova família de notas será progressiva, particularmente as que têm maior valor facial, que apenas serão emitidas e postas em circulação quando as condições do desenvolvimento económico assim o aconselharem, esclareceu na altura.

Entretanto, José de Lima Massano explicou que, em média, são retirados da circulação e destruídos cerca de 300 milhões de notas, anualmente, cujos custos rondam os 15 mil milhões de kwanzas, cerca de 30 milhões de dólares em cada exercício económico.

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