Carlos Silva afastado da gestão do BCP

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O vice-presidente do Millennium BCP, Carlos Silva, não fará parte dos próximos órgãos sociais do banco. Segundo uma fonte do Correio da Manhã, a crescente exposição do banqueiro angolano à chamada operação Fizz (que julga a alegada corrupção do procurador Orlando Figueira pelo ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente), e a falta de confiança do accionista Sonangol, que detém 15,24% do capital do banco, ditaram o afastamento de Carlos Silva dos futuros órgãos sociais da instituição financeira.

Os accionistas do Millennium BCP representados no Conselho de Administração : Fosun, Sonangol, BlackRock e EDP, terão acertado nas últimas duas semanas a composição do próximo “board” do banco e Carlos Silva está fora . A evolução do julgamento do caso Fizz poderá ter colocado em causa a idoneidade de Carlos Silva perante os accionistas.

O banqueiro angolano foi notificado ontem na sede do BCP no Porto para testemunhar, presencialmente, no julgamento de Orlando Figueira. Outra notificação seguiu para a sede do Banco Privado Atlântico Europa (BPAE ), em Lisboa. Em resposta a esta notificação, o BPAE disse que Carlos Silva “se encontrava em Angola”.

Outra fonte avança que o banqueiro deverá ser também afastado do Banco Privado Atlântico (BPA), do qual é presidente.

Outro nome que deverá ser afastado da comissão executiva é o vogal João Iglésias Soares, também ele nomeado no julgamento da operação Fizz, como sendo o autor do convite ao procurador Orlando Figueira para ir trabalhar para o departamento de “compliance” ( que tem por missão vigiar o cumprimento das regras legais e éticas ao nível financeiro) do BCP.

Já o actual CEO, Nuno Amado, será reconduzido para um novo mandato até 2020. O conselho de administração, que tem actualmente 23 elementos, deve ser reduzido, segundo as orientações do Banco Central Europeu, que defende a existência de administrações mais reduzidas . A assembleia geral do Millennium BCP ainda não tem data marcada.

Carlos José da Silva nasceu a 6 de janeiro de 1966 em Luanda, Angola e licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa. Em 1990 começa a advogar e especializa-se na área do direito financeiro. Em 1998 abre o escritório de representação do Banco Espírito Santo Angola (BESA) e em 2001 é fundador do BESA. Em 2006 cria o Banco Privado Atlântico e em 2012 entra para o BCP como vogal do Conselho Geral e de Supervisão.

Fonte : CM

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