CEDEAO reconhece Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau e pede novo Governo

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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconhece Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau e pede a formação de um novo Governo até 22 de Maio, respeitando os resultados das últimas eleições legislativas.

Em comunicado datado de 22 de Abril 2020,  a CEDEAO reconhece Umaro Sissoco Embaló como o vencedor da segunda volta das eleições residenciais de 29 de Dezembro passado.

Ao mesmo tempo que reconhece Umaro Sissoco Embaló como o Presidente da Guiné-Bissau, a CEDEAO pede que até 22 de Maio seja nomeado um novo primeiro-ministro e formado um novo Governo, com base nos resultados das eleições legislativas de 10 de Março passado.

Aquela Comunidade Económica pede ainda aos actores políticos guineenses que se empenhem na reforma constitucional, para que dentro de seis meses haja um referendo sobre o novo texto.

Em declarações aos jornalistas, no fim de uma cimeira extraordinária de líderes da CEDEAO, por vídeo-conferência, Sissoco Embaló disse que a CEDEAO apenas confirmou o que já se sabia desde o momento em que a Comissão Eleitoral guineense o proclamou vencedor das eleições presidenciais.

Umaro Sissoco Embaló, disse ainda que vai convocar os actores políticos para um diálogo franco, mas não foi explícito sobre o que pensa fazer em relação à recomendação da CEDEAO no sentido de formar um novo Governo, a partir dos resultados das legislativas, o que seria devolver a governação ao PAIGC e aos seus aliados no parlamento.

A partir de Lisboa onde se encontra actualmente, Domingos Simões Pereira, o líder do PAIGC e adversário de Sissoco Embaló na segunda volta das presidenciais, lamentou que a CEDEAO esteja a reconhecer um golpe de Estado na Guiné-Bissau, numa altura em que disse ter tolerância zero sobre aquela forma de assunção do poder.

Fonte: RFI

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