Volkswagen e Ford podem ser montados em Angola

A Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo está a negociar com a Volkswagen e a Ford, duas das principais marcas de automóveis do Mundo, a abertura de linhas de produção em Angola.

O administrador da ZEE,  António Henriques da Silva, que avançou a informação à Angop, disse que  o país quer substituir a importação das referidas marcas pela produção local, tendo em vista a criação de novos postos de emprego e a redução dos preços.


A concretizar-se o acordo, referiu, a produção dessas marcas em Angola vai proporcionar o surgimento de empresas de produção de peças sobressalentes no país.


Na sequência dos contactos que a ZEE desenvolve com as duas empresas detentoras das marcas, António Henriques da Silva viaja, nos próximos dias, para a África do Sul, onde espera manter encontros com responsáveis da Volkswagen.


Para o gestor, a instalação dessas marcas de referência no país servirá de “chamariz” para que outras empresas de referência mundial possam   instalar-se em Angola e contribuir para a diversificação da economia.
“O importante é começar e criar confiança na nossa capacidade de  acolhimento deste tipo de actividades e melhorar o ambiente de negócios” , sublinhou. As negociações com as duas empresas, de acordo com António Henrique da Silva, decorrem há já algum tempo.

Novas indústrias na ZEE
Três  promotores de investimentos assinaram, em  finais de 2018, com a Sociedade  de  Desenvolvimento da Zona  Económica  Especial Luanda-Bengo, contratos  de  investimentos na área de produção de fogões,  eléctrodos, malha sol, tubos de ferro, detergentes, lacticínios, e  montagem de  automóveis.


Como resultado da comercialização de direitos de superfície a estes  investidores,  a ZEE  arrecadou  cerca de  mil milhões e 700 milhões de kwanzas, para implementação  dos referidos projectos, avaliados em 11 mil milhões, 936 milhões, 611 mil e 962 kwanzas, com perspectiva de gerar 1.210 empregos.


As  novas fábricas, de acordo com o presidente da ZEE, entram em funcionamento dentro de dois  anos.
Com 281 unidades industriais instaladas, das quais 131 operacionais, a  ZEE Luan-da-Bengo arrecadou, em 2018,  um total de 2,4 mil milhões de kwanzas, resultante da   comercialização de espaços infra-estruturados,  cobran-ça de taxas de exploração e  outros serviços.


Os valores arrecadados têm vindo a aumentar de ano para ano. Em 2017 atingiram 610 milhões de  kwanzas, quando em 2016 não passavam dos 476 milhões de kwanzas. “Há uma evolução positiva que está a permitir à ZEE amortizar as dívidas acumuladas com fornecedores, no valor de 150 milhões de kwanzas.


Dotada de infra-estruturas adequadas à instalação de unidades industriais com vocações variadas, a ZEELB estende-se entre os municípios de Viana e Cacuaco, em Luanda, e, na província do Bengo, do Dande a Nambuangongo, passando pelo Ambriz, numa área global de 8.300 hectares.


Abriu a público em Maio de 2011, com a inauguração das oito primeiras empresas, mas é preciso recuar a 2005 para perceber todo o percurso então iniciado pelas autoridades angolanas para a criação desta que se desenha, agora com maior clareza, como a primeira e a maior cidade empresarial do país.


Financiada e detida pelo Estado, a ZEELB é um pólo industrial onde são produzidos, entre outros equipamentos, cabos de fibra óptica, materiais de construção civil, electrodomésticos, equipamentos agrícolas e automóveis.
Além das 76 fábricas existentes, a Zona Económica Especial Luanda-Bengo dispõe de oitos reservas minerais, sete industriais e seis agrícolas. Algumas da empresas nacionais e estrangeiras que participam na 34.ª FILDA entram em contacto pela primeira vez com esta “mina de negócios”.

Fonte: Jornal de Angola


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