Ciberataque atrasa distribuição de jornais nos EUA

kalola Store

Um ataque informático perturbou a impressão e distribuição dos jornais norte-americanos do grupo Tribune Publishing, notícia a BBC.

O ciberataque foi provocado por um malware (programa de computador que se infiltra num sistema para provocar danos), detectado na sexta-feira e também afectou as edições do Wall Street Journal e do The New York Times na costa oeste dos Estados Unidos. Todos esses jornais têm em comum partilharem a mesma plataforma em Los Angels.

Marisa Kollias, porta-voz do Tribune Publishing , já confirmou o ataque. Num comunicado de imprensa, a empresa esclarece que o malware afectou os sistemas de backoffice, isto é, as áreas da Internet em que os jornalistas redigem e prepararam os artigos para serem publicados.

De acordo com Maria Kollias, “todos os jornais” do grupo Tribune Publishing foram afectados pelo ciberataque, que terá vindo de fora dos EUA.

Ainda este sábado, o jornal Fort Lauderbale Sun -Sentinel fez saber que “se debateu no fim de semana com um vírus de computador que desligou a produção e impediu as linhas telefónicas.

“O Departamento de Segurança Nacional confirmou que está a investigar o caso. Estamos cientes dos relatos de um potencial incidente cibernético que afecta várias agência de notícias e estamos a trabalhar com o nosso Governo e parceiros da indústria para entender melhor a situação”, disseram as autoridades em conferência de imprensa.

Os jornais afectados acreditam que “a intenção do ataque foi desestabilizar a infraestrutura, mais especificamente os servidores, não procurar roubar informações”.

De acordo com o Tribune Publishing, os dados pessoais dos assinantes, dos leitores das versões online e dos clientes na área da publicidade não foram comprometidos.

“Pedimos desculpas por qualquer inconveniente e agradecemos aos nossos leitores e parceiros de publicidade pela paciência enquanto investigamos a situação”, escreve o Tribune Publishing.

Fonte: Lusa.

Deixe o seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.