Cidade angolana do Dundo sem eletricidade há um mês por falta de combustíveis

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A cidade do Dundo, capital da província da Lunda Norte, no leste de Angola, está há cerca de um mês sem eletricidade, por falta de combustível, ameaçando paralisar por completo a central térmica local.

A situação, provocada pela alegada falta no fornecimento de combustíveis em quantidade suficiente por parte da Sonangol, com efeitos ao nível de receios pela segurança noturna ou pelas escolas fechadas, vive-se noutros pontos do leste do país e está a ser divulgada, em destaque, pela televisão estatal angolana.

Na Central Térmica do Dundo, que alimenta o fornecimento de eletricidade à capital da província, a escassos quilómetros da fronteira com a República Democrática do Congo, apenas uma das oito turbinas está a funcionar, garantindo o abastecimento de instituições sociais e hospitais, num total de 3 MegaWatts (MW) disponíveis, para necessidade de 15 MW.

“De há um tempo para cá não temos recebido combustível”, explicou hoje António Neves, diretor da Central Térmica do Dundo, acrescentando que o gasóleo nos tanques, neste momento, se a unidade estivesse a funcionar em pleno – consumo diário de 80.000 litros – seria suficiente para operar durante “apenas meio dia”.

Por esse motivo, a produção está limitada a apenas um grupo gerador, deixando grande parte do Dundo às escuras, com a população a recear o aumento da criminalidade noturna ou por entre as filas para obter combustível para os geradores, por norma no mercado negro, dada a falta que também se verifica nos poucos postos comerciais.

Se a situação não se alterar, António Neves garante que “é previsível” que a operação naquela central venha a parar por completo, tendo em conta os níveis mínimos em que estes tanques e grupos geradores podem funcionar.

As dificuldades foram igualmente confirmadas pelo chefe de divisão de aprovisionamento da empresa pública de Produção de Eletricidade (Prodel) para a região Leste, Paulo Dulce, que explicou que o fornecimento de combustíveis que está a ser feito pela petrolífera estatal Sonangol “não chega para as necessidades”, que são de 500.000 litros semanais.

Já as entregas da Sonangol chegam a ser de 120.000 litros, o que não permite a total operação da central.

“A resposta da Sonangol é que não nos dão uma satisfação, a não ser que não têm combustível”, disse ainda a responsável, confirmando que a situação afeta outras regiões do leste de Angola.

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) é liderada desde junho de 2016 pela empresária Isabel dos Santos, nomeada para o cargo pelo pai, o então chefe de Estado José Eduardo dos Santos, que entretanto deixou o poder, ao fim de 38 anos, na sequência das eleições gerais de agosto último.

O novo Presidente angolano, João Lourenço, já promoveu entretanto alterações nas administrações das grandes empresas públicas do país, com exceção da Sonangol.

fonte: Lusa

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