Clínica Girassol “barra” entrada de funcionários de empresa de limpeza 

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Sem aviso prévio nem qualquer justificação, a Clínica Girassol em Luanda, rompeu o vínculo contratual que a ligava, até 2018, à empresa prestadora de serviços Uniservices, presente na unidade de Saúde desde 2011. 

A situação de incumprimento já dura há um mês e deixa cerca de 400 funcionários em risco de desemprego, disse ao Novo Jornal Online, o supervisor geral da empresa, Boaventura Tomé. 

De acordo com o responsável, embora o contrato da Uniservices com a Clínica Girassol só terminasse em Maio de 2018, no dia 30 de junho, os funcionários foram impedidos de entrar nas instalações da unidade e por isso, proibidos de cumprir as respectivas obrigações laborais. 

Neste cenário, e segundo o supervisor, a direcção da empresa Uniservices instruiu os seus trabalhadores a permanecerem no exterior da clínica, como forma de marcar presença, tendo em conta que o contrato ainda não terminou. 

“Nós vamos continuar aqui, à espera de uma resposta final, e quem não cumprir será considerado ausente”, sublinhou o supervisor. 

“O que queremos é que nos entreguem os nossos pertences e depois resolvam o problema contratual, porque esse é o nosso posto de trabalho. Nos ameaçaram dizendo que quem entrar vai ter consequências graves “, disse Marcela Gomes, funcionária da Uniservices há sete anos a trabalhar na Girassol. 

“Se continuar assim nós iremos efectuar uma manifestação contra esta decisão que só nos prejudica. Somos responsáveis e temos responsabilidades familiares. Também merecemos respeito”, frisam os funcionários. 

Com 400 funcionários que prestavam serviços de limpeza na Clínica Girassol, a Uniservices trabalha na clínica desde 2011. 

A relação parece agora ter chegado ao fim sem qualquer explicação. 

Fonte:Novo Jornal. 

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