Decretada crise energética em Portugal

O cenário de um pais parado, sem combustíveis e sem certezas sobre a duração da greve dos motoristas de matérias perigosas, levou o Governo português a declarar ontem , ao início da noite, o estado de “crise energética” até 21 de Abril, em pleno período da Páscoa.

Serão reforçadas as equipas de segurança que, com escoltas, garantem a distribuição de combustível decorre sem percalços.

O estado de alerta prevê que militares, bombeiros e agentes da protecção civil, habilitados a conduzir pesados, sejam chamados a conduzir camiões.

O cenário de crise assegura níveis mínimos de combustível nos postos para polícias, bombeiros e serviços de emergência.

Numa tentativa de mediar o conflito, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, convocou uma reunião de emergência com o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), as duas estruturas estão em guerra nesta paralisação. O encontro terminou às 23h00 sem qualquer avanço.

A greve vai continuar nos próximos dias, tendo o governo português e os sindicatos esclarecido quais os moldes em que vão ser exercidos os serviços mínimos.

Às 21:30 , uma plataforma criada a partir de dados cedidos por condutores com problemas em atestar mostrava mais de 1.500 postos sem combustíveis. Praticamente metade da rede de postos em Portugal (3.081).

Marcelo Rebelo de Sousa pede diálogo

O chefe de Estado português disse ontem que está a acompanhar o esforço do Governo para “normalizar a situação” provocada pela greve.

“Independentemente do problema laboral, que é entre privados, e do exercício do direito à greve, espero que haja diálogo que permita uma evolução”, disse Marcelo Rebelo de Sousa .

As empresas de transporte rodoviário estão “já nos limites” devido à falta de combustível, admitiu ontem o presidente da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), António Cabaço.

Fonte: CM

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