Depósitos sob reserva do banco central angolano em mínimo do ano em Novembro

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O volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira dos bancos comerciais angolanos caiu entre outubro e novembro para 893.313 milhões de kwanzas (4.470 milhões de euros), o valor mensal mais baixo de 2017.

Segundo dados preliminares do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre o panorama monetário angolano, compilados pela agência Lusa, estas reservas obrigatórias feitas pelos bancos caíram mais de 10 por cento durante o mês de novembro, depois de um ligeiro aumento em outubro.

Só no mês de novembro, os depósitos sob reserva do BNA caíram o equivalente a 102.411 milhões de kwanzas (512 milhões de euros), renovando mínimos, anteriores a 2015.

Estes depósitos tinham descido no final de 2016 para 989 mil milhões de kwanzas (4.950 milhões de euros), com quedas mensais que se repetiam desde agosto. Subiram, entretanto, em janeiro e fevereiro, até ao máximo de 1,115 biliões de kwanzas (5.570 milhões de euros), antes de regressar às quebras, segundo os mesmos dados preliminares do banco central.

Os bancos comerciais que operam em Angola são obrigados a informar regularmente o banco central sobre estas reservas, que envolvem depósitos e operações com títulos.

Em causa nestes dados estava a obrigatoriedade de os mais de 20 bancos comerciais que operam em Angola constituírem reservas sobre os depósitos à ordem do BNA, que fixou taxas de 15% do total em moeda estrangeira e 30% em moeda nacional.

Já em dezembro, o banco central reduziu para 21% o coeficiente de reservas obrigatórias aplicadas a depósitos dos clientes dos bancos comerciais, em moeda nacional, uma das medidas com que pretendia travar a subida da inflação, que a um ano ronda os 25%.

Na denominada “reserva bancária” contavam-se no final de novembro depósitos obrigatórios em moeda estrangeira, praticamente inalterados, de 121.950 milhões de kwanzas (616 milhões de euros) e em moeda nacional, que neste caso desceram, face a outubro, para 353.482 milhões de kwanzas (1.760 milhões de euros), estando os restantes em regime de reserva livre.

Nos últimos cinco anos – período disponibilizado na análise do BNA -, o valor total mais baixo destas reservas bancárias registou-se em 2012, com 671.325 milhões de kwanzas (3.157 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

Angola vive uma grave crise financeira e económica, decorrente da quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional, situação que se reflete ainda na falta de divisas no país, o que dificulta nomeadamente as importações, provocando várias restrições na gestão de moeda estrangeira.

Só desde setembro de 2014, até final de 2017, a moeda nacional angolana foi desvalorizada pelo BNA em mais de 40%, face ao dólar norte-americano.

Fonte: Lusa

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