Dia 3: Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP

Ontem foi dia de estar na Sociedade Austro-Portuguesa para comemorar o dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP. Uma instituição com quase 50 anos e que se representa o mais importante espaço de afirmação da língua portuguesa em Viena.Com uma sala preenchida com cidadãos portugueses,austríacos, angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos e até de Timor-Leste. Todos reunidos em nome da lusofonia e da afirmação da língua.
Comecei a actividade fazendo reportagens para a Vivências Press News, tendo o grato de entrevistar Joana Daniel Wrabetz, presidente da Sociedade Austro-Portuguesa. Uma mulher culta, simpática e bastante atenciosa, que fez uma “radiografia” da instituição e falou também dos programas da instituição. Foi interessante estar por dentro do trabalho desenvolvido por esta “casa da lusofonia” aqui em Viena.Foi dela que fiquei a saber que me estava prestes a tornar no primeiro autor angolano a fazer o lançamento de livros na Sociedade Austro-Portuguesa. Uma verdadeira honra, prazer e responsabilidade.
“Português  como língua de herança” foi o tema de uma palestra que teve como oradora Tatiana Surer, uma professora brasileira que trabalha em instituições de ensino aqui em Viena. Danieli Cavalcanti também do Brasil, proporcionou-nos uns bons momentos de poesia.Houve fado do melhor com o Sr.Formosinho.
A actividade cultural terminou com apresentação do meu audiolivro : ” Vivências -o que espera da vida “. Foi realmente um dos grandes momentos da noite, porque foi bom receber dos presentes toda atenção e acolhimento .Foi bom falar e ser aplaudido por pessoas que respeitam o nosso trabalho, que valorizam o nosso empenho e esforço. Ter sido o primeiro autor angolano a apresentar um livro na Sociedade Austro-Portuguesa pode ser o início de uma relação de cooperação, o início de uma parceria com autores angolanos. Encaro isso com espírito de missão, de valorização e promoção da nossa cultura.Em Novembro, voltarei com mais companheiros de arte e de cultura para assinalarmos a nossa Dipanda.
É com orgulho que temos estado a promover : ” Uma Angola que também acontece fora de Angola”. Uma Angola culta, adulta, dinâmica, com valor e valores.Tenho a certeza que a imagem e o bom nome de Angola bem como da nossa cultura saíram fortemente reforçados ontem.A Angolanidade é um sentimento único, é um estado de espírito, é uma forma única de ser e de estar na vida.
Destaco aqui também dois angolanos que ontem conheci e que aqui deixo o meu reconhecimento : o Jobilson José , o meu câmera -man de serviço e já colaborador da Vivências Press News em Viena. Um angolano que já vive cá há 22 anos.Jovita Adelaide é uma actriz angolana que vive em Viena desde 1999.Trabalha para uma das mais importantes companhia de teatro em Viena.Uma mulher respeitada e respeitadora, com um percurso admirável por aqui .A Josita Adelaide não se esqueceu da sua passagem pelo grupos de teatro angolanos, o Oásis e o Elinga Teatro.
Aqui na Mukueba as coisas continuam acontecendo. Um bom dia da mãe para todas as mães angolanas . Volto amanhã .

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