Dois escritores angolanos entre os semifinalistas do Prémio Oceanos

Os escritores Pepetela e José Eduardo Agualusa estão entre os 54 semifinalistas do Prémio Oceanos 2019, escolhidos por um corpo de jurados de 72 profissionais de entre as 1.467 obras concorrentes.

Pepetela concorre com Sua Excelência, de Corpo Presente, romance editado pela Dom Quixote/Texto Editores, enquanto José Eduardo Agualusa entrou na lista com a crónica O paraíso e Outros Infernos, editada pela Quetzal.

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Entre os 54 títulos, há 26 romances, 17 livros de poesia, sete livros de contos, três de crónicas e um de dramaturgia, com autores de três continentes: 34 brasileiros, 18 portugueses e dois angolanos.

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos “Pepetela” nasceu na província de Benguela a 29 de Outubro de 1941 é autor de uma obra que reflecte sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta.

O primeiro romance do Pepetela foi publicado em 1972, com o título As Aventuras de Ngunga. Foi uma obra literária que ele escreveu para um público pequeno de universitários.

José Eduardo Agualusa Alves da Cunha  nasceu no Huambo a 13 de Dezembro de 1960.

O seu primeiro romance A Cinjura recebeu o Prémio Revelação Sonangol. Com Nação Crioula foi distinguido com o Grande Prémio Literário RTP. Com Fronteiras Perdidas obteve o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da Associação Portuguesa de Escritores, enquanto Estranhões e Bizarrocos obteve o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Ciranças e Jovens, em 2002

Em 2007 recebeu o prestigioso “Prémio Independente de Ficção Estrangeira”, promovido pelo diário britânico The Independent em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, pelo livro O Vendedor de Passados. Foi o primeiro escritor africano a receber tal distinção.

Em 2017, ganhou o Prémio Literário Internacional IMPAC de Dublin pela obra Teoria Geral do Esquecimento.

O regulamento da edição deste ano do prémio prevê que sejam atribuídos, além do prémio principal, no valor de 120 mil reais (cerca de 27 mil euros), um segundo e um terceiro prémios, respectivamente de 80 mil reais (18 mil euros) e 50 mil reais (cerca de 11.200 euros).

Durante a sessão de anúncio dos semifinalistas, que teve lugar no Consulado-Geral de Portugal em São Paulo (Brasil),  foram homenageados os vencedores da edição de 2018: a poeta brasileira Marília Garcia, com o livro de poemas Câmera Lenta, e o escritor português Bruno Vieira Amaral, com o romance Hoje Estarás Comigo no Paraíso.

Desde a ampliação do prémio para todos os países de língua portuguesa, esta é a edição que apresenta o maior número de editoras entre os semifinalistas: 23 do Brasil, 12 de Portugal e uma de Angola, totalizando 36 editoras.

O Oceanos-Prémio de Literatura em Língua Portuguesa (conhecido até 2014 como Prémio Portugal Telecom de Literatura) é considerado um dos prémios literários mais importantes entre os países de língua portuguesa, a par do Prémio Jabuti ou Prémio Camões, sendo considerado o equivalente lusófono do britânico Man Booker Prize, pelas semelhanças das suas regras e alto valor financeiro.

O Prémio foi criado em 2003 pela empresa portuguesa de telecomunicações Portugal Telecom para prestigiar e divulgar a literatura brasileira, seleccionando o melhor livro do ano. A partir de 2007, o prémio passou a estar aberto a autores de todos os países de língua portuguesa.

Após a compra da Portugal Telecom pela operadora francesa Altice, o prémio passou a chamar-se Oceanos e a ser organizado pelo Itaú Cultural.

Desde 2017 que o Prémio Oceanos tem um júri constituído por especialistas brasileiros e portugueses.

Fonte: Angop

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