Era José Eduardo dos Santos termina no Sábado após quase 40 anos

Se há pouco mais de um ano houve dúvidas sobre se José Eduardo dos Santos abandonaria a Presidência de Angola, hoje em dia, já poucos as têm quanto ao fim de uma longa carreira política do homem que, aos 76 anos, deixa sábado a liderança do MPLA, quando terminar o congresso do partido.

 

Praticamente remetido ao silêncio desde que deixou a chefia do Estado, a 26 de setembro de 2017, José Eduardo dos Santos não tem publicamente interferido na governação de João Lourenço, opção que tem motivado alguns receios, «abafados» pela «política de mudança» defendida pelo novo Presidente.

 

A “bicefalia” do poder em Angola, assim como as dúvidas relativamente a uma (ainda) possível intervenção de Eduardo dos Santos, deverão acabar, assim, sábado, com a transferência da liderança do Movimento Popular da Independência de Angola (MPLA, no poder) para as mãos de João Lourenço, atual vice-presidente do partido.

 

Depois de ter assumido a Presidência de Angola em setembro de 1979, naquela que viria a tornar-se na segunda liderança mais duradoura de África, depois da de Teodoro Obiang Nguema, na Guiné Equatorial, José Eduardo dos Santos ainda não deixou claro o que vai fazer após abandonar a liderança do partido, que também vem de quase há 40 anos.

 

Quando, em 2016, José Eduardo dos Santos anunciou que abandonaria a política angolana, os nomes dos filhos chegaram a ser equacionados como possíveis sucessores na Presidência.

 

Mas em fevereiro de 2017, o MPLA acabaria por confirmar que o candidato às eleições presidenciais de 23 de agosto desse ano seria o ministro da Defesa e número “dois” do MPLA, João Lourenço.

 

Nas últimas semanas, têm-se sucedido em todo o país manifestações de apoio e de homenagem a Eduardo dos Santos, cujo epíteto mais ouvido é o de «arquiteto da paz e da reconciliação nacional».

Fonte: Lusa

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