EUA mobilizam fundos para apoiar a desminagem

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A embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA), Nina Fite, garantiu sexta-feira, em Menongue, província do Cuando Cubango, que vai mobilizar mais recursos financeiros do governo do seu país para acelerar o processo de desminagem em Angola.

Nina Fite, que efectua uma visita de 24 horas à região, disse que os EUA já desembolsaram desde 2003 mais de cem milhões de dólares à organização britânica The Hallo Trust, que desenvolve operações de desminagem em Angola e em particular no Cuando Cubango, uma das províncias com a maior quatidade de minas terrestres.

Angola precisa, neste momento, de um financiamento de cerca de 300 milhões de dólares para concluir o processo de desminagem em todo o território nacional. Na província do Cuando Cubango existem mais de 200 áreas suspeitas de estarem minadas nos municípios do Cuíto Cuanavale, Mavinga, Rivungo, Nancova, Dirico, Cuangar, Menongue, Cuchi e Calai.

A embaixadora dos EUA assegurou que não vai poupar esforços para convencer o governo e doadores do seu país a juntarem-se à causa das minas em Angola, um dos obstáculos à livre circulação de pessoas e mercadorias, produção agrícola, construção de estradas e de outros serviços sociais básicos.

Projecto KAZA
A par da desminagem, segundo a embaixadora, os EUA também têm um grande interesse no apoio  à protecção dos recursos naturais do país, com realce para o projecto transfronteiriço de conservação ambiental Kavango/Zambeze (KAZA) e o combate ao tráfico de animais selvagens.
“Sei que este apoio é muito importante para o Governo angolano, principalmente para a implementação do projecto KAZA na parte do vosso país, que vai contribuir significativamente para o desenvolvimento socio económico de Angola, que tem um grande potencial  turístico”, disse.

A diplomata declarou que o  seu país financia programas de luta contra a malária, VIH/Sida, para a conservação do ambiente, expedições científicas a cargo da Nacional Geographic, exploração dos recursos minerais, comércio, indústria e formação de quadros, entre outras áreas.
Nina Fite considerou importante planificar como é que os dois países vão cooperar nos próximos 25 anos, sobretudo para o rápido desenvolvimento sócio económico de Angola.

A visita ao Cuando Cubango, disse, é motivo de alegria por ser uma localidade que tem uma riqueza exuberante de recursos da fauna e florestais que são verdadeiros patrimónios mundiais.
“Por isso é que visitei primeiro esta província para entender melhor como é que o governo local está a trabalhar na protecção destas riquezas”, sublinhou a diplomata. Nina Fite elogiou o Presidente João Lourenço pelo trabalho que tem estado a desenvolver de combate à corrupção e à impunidade, considerando ser isto “muito importante para o desenvolvimento económico do país”.

Minas removidas
O chefe de operações da organização Halo Trust no Cuando Cubango, José António, disse que a organização removeu na província, desde 2005, mais de 37 mil minas anti-pessoal e 15 mil anti-tanque, que permitiram limpar uma área de oito milhões de metros quadrados.
Para esta actividade, explicou, a Halo Trust contou com o apoio financeiro dos EUA, Finlândia, Suíça e Reino Unido.

A Hallo Trust reduziu as operações no Cuando Cubango por falta de financiamento. Devido a esta situação, disse, a organização suspendeu, em 2016, o processo de desminagem no município do Cuíto Cuanavale e em outras localidades  da província.

A falta de financiamento, esclareceu, está a comprometer os objectivos do Executivo, que pretende concluir o processo de desminagem até 2025.
A vice-governadora para o sector político, social e económico do Cuando Cubango, Sara Luísa Mateus, declarou que o elevado número de minas contribui negativamente no desenvolvimento social e económico da província.

“Precisamos de mais apoios em termos de investimentos para desenvolvermos a província”, disse, acrescentando que na província falta de tudo um pouco, motivo por que o Cuando Cubango é considerado uma das menos desenvolvidas do país.

Fonte: JA

 

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