Falha de segurança ameaça WhatsApp

Se estranhou ter visto uma chamada perdida, de um número desconhecido, no serviço de mensagens WhatsApp, pode ser um dos “alvos” de uma empresa israelita que “espia” alvos por todo mundo.

Uma quebra de segurança no aplicativo que tem 1,5 mil milhões de utilizadores, permitiu o “roubo” de dados de algumas pessoas.

Basta essa chamada (sem que seja preciso o destinatário atender ou responder à ligação inicial), para que o telemóvel fique “infectado” com esse software de espionagem. A partir daí, são copiados os contactos telefónicos, conversas em redes sociais, mails, fotografias e vídeos, permitindo ainda saber qual a localização do aparelho.

A falha que levou, na terça-feira, 14 de Maio, os responsáveis do WhatsApp, que pertence ao Facebook, a justificarem-se e a apelarem a que os utilizadores instalem a versão mais recente do programa, isto para que voltem a estar protegidos. Contudo, nada garante que o software não seja, também aperfeiçoado.

Especialistas dizem que o “ataque” foi direccionado a alvos específicos, mas qualquer pessoa pode ver os seus dados roubados.

Esta acção de espionagem é atribuída à empresa de segurança israelita NSO Group, que diz estar autorizada pelo governo para operar, tendo como objectivo único “o combate ao crime e ao terror”. Entretanto, a companhia já negou todas as acusações.

Já o WhatsApp assegura que está a “trabalhar constantemente lado a lado com os seus parceiros “para melhorar cada vez mais a sua segurança”, de forma a “proteger os seus utilizadores”.

Até agora, só se conhecem duas vítimas deste “vírus espião”. A falha no WhatsApp terá sido usada para espiar um advogado britânico de direitos humanos e um investigador da Amnistia Internacional, cujos nomes não foram revelados.

A notícia desta falha de segurança marcou o aniversário de Mark Zuckerberg , o quinto homem mais rico do Mundo, que completou na terça-feira, 14 de Maio, 35 anos.

O WhatsApp é um aplicativo de mensagens e chamadas de voz/vídeo lançado em 2009 e adquirido em 2014 pela Facebook, por 14,2 mil milhões de euros.

Fonte: CM.

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