Futura agência nacional de petróleos avança para libertar Sonangol

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O Governo angolano vai criar um grupo de trabalho com vista a implementar a futura Agência Nacional de Petróleos, «para que a Sonangol se concentre na sua atividade principal, procurar, produzir, transformar e comercializar produtos petrolíferos».

A posição foi transmitida pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, na sequência da troca de pastas na administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), após a saída de Isabel dos Santos.

Numa nota da petrolífera estatal, é referido que Diamantino Azevedo garantiu, na quinta-feira, na sede da empresa, a criação «para breve», de um grupo de trabalho que deverá implementar o nascimento da Agência Nacional de Petróleos, para que a Sonangol «possa concentrar-se no seu objeto ‘core`, procurar, produzir, transformar e comercializar petróleo e outros produtos da cadeia».

«O ministro apelou ao conselho de administração para que preste ainda mais atenção às pessoas, enquanto pilares indispensáveis ao crescimento da organização», refere a Sonangol, sobre repto do governante à nova administração da petrolífera, liderada agora por Carlos Saturnino.

Na mesma intervenção, segundo informação da Sonangol, Carlos Saturnino disse ter recebido orientações «muito precisas do Presidente da República», João Lourenço, como «a necessidade de se repensar o negócio do hidrocarboneto em Angola, o redesenhar do grupo Sonangol e o redesenhar das peças mais importantes da indústria petrolífera em Angola», concentrando-se no seu core business.

As alterações ao modelo dos petróleos em Angola foram aprovados em maio de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos na presidência, e antes de o então chefe de Estado nomear a filha, Isabel dos Santos, para a administração da Sonangol.

Fonte: Lusa

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