Governo do Brasil concede ordem de rio branco a Ungulani Bá Ka Khosa

O Governo brasileiro, representado pelo seu Embaixador acreditado em Moçambique, Rodrigo Baena Soares vai condecorar o escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa com a Ordem de Rio Branco.

O escritor Ungulani Ba Ka Khosa será condecorado nesta quinta-feira, dia 30 de agosto de 2018, pelas 18:00 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, com a comenda da Ordem de Rio Branco, a maior honraria do governo brasileiro, que distingue diplomatas e reconhece a actuação de personalidades, instituições civis e corporações militares nacionais e estrangeiras.

Para o escritor Ungulani Ba Ka Khosa, o significado da honraria congratula o trabalho dos seus 31 anos de carreira literária, facto que, data da publicação da sua primeira obra literária, “Ualalapi”, publicada em 1987, que é considerada, uma das melhores cem obras africanas de ficção do Sec. XX. Neste romance, procura-se recuperar uma parcela da história de Moçambique: o reinado de Ngungunhane e concretamente o declínio e queda do Império de Gaza, materializado na captura e partida do imperador para Portugal, cenas com as quais encerra a narrativa. A valorização da tradição e a fundamentação do tratamento historiográfico da figura de Ngungunhane, a partir dos dados da oralidade, interliga-se estruturalmente com a presença, explícita nuns casos e implícita noutros, de modelos literários ocidentais”.

A CONDECORAÇÃO – A Ordem do Rio Branco foi instituída pelo Decreto 51.697, em 5 de fevereiro de 1963, com o objectivo de, ao distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de acções e feitos dignos de honrosa menção. Este nome foi dado em homenagem ao Barão do Rio Branco, considerado o patrono da diplomacia brasileira. A honraria é constituída por cinco graus distintos – Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro, além de uma Medalha anexa à Ordem.

A insígnia da Ordem é uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco, tendo no centro a esfera armilar, em prata dourada, inscrita, num círculo de esmalte azul, a legenda “Ubique Patriae Memor”, do mesmo metal. No reverso dourado, as datas 1845-1912. A expressão em latim significa “Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança”.

O Conselho da Ordem é constituído pelo Presidente da República, Grão-Mestre da Ordem, pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores, na qualidade de Chanceler da Ordem, pelos Chefes das Casas Civil e Militar da Presidência da República e pelo Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores.

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