Governo reitera aposta no fomento da produção de café

O director do gabinete provincial da Agricultura e Florestas do Cuanza-Norte, Walter Demba, reiterou, na sexta-feira, no município de Ambaca, a aposta do Governo no fomento da produção do café e na melhoria da qualidade do produto, para alavancar o desenvolvimento económico da região.

O responsável defendeu esta ideia quando intervinha em representação do governador provincial, Adriano Mendes de Carvalho, na abertura da campanha de colheita do café 2019, realizada na Fazenda Xieto, na aldeia de Calumbo, comuna da Moua, a 28 quilómetros de Camabatela, sede municipal.

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Fez saber que as dificuldades vividas pelos cafeicultores são do domínio público, contudo, assegurou que o Governo do Cuanza-Norte, no âmbito da dinâmica de reestruturação da cultura do café, do cacau e palmar, vai trabalhar com a comunidade do Maua para voltar a alcançar os níveis de produção do passado.

Segundo Walter Demba, os dados revelam que o município de Ambaca no passado tinha uma produção de cerca de 12 mil toneladas de café, que contrasta com os baixos índices de produção que se registam nos últimos tempos.

No município de Ambaca existem 219 fazendas familiares em actividade produtiva e prevê-se colher cerca de 220 toneladas na campanha de 2019. O município possui, desde 2016, uma máquina de descasque com capacidade para 80 sacos/dia, cerca de cinco toneladas.

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O Instituto Nacional do Café de Angola (INCA) no Cuanza-Norte perspectiva colher cerca de 600 toneladas do bago vermelho, mais 50 em relação à campanha anterior, em que previa 550 toneladas.

O chefe do departamento provincial do INCA no Cuanza-Norte, Costa Neto, afirmou que o baixo índice de produção do café que se regista na província e no País se deve a vários factores, dentre os quais a falta de financiamento, os transportes, os meios de produção e inputs agrícolas.

A inacessibilidade aos locais de cultivo, a inregularidade das chuvas, a floração, a poda regular, a falta de compradores e os baixos preços praticados, 130 a 150 kwanzas o quilograma, também influenciam negativamente a actividade dos cafeicultores que exigem o valor de 200 kwanzas por quilo.

Até Abril deste 2019, estavam 50 toneladas de café por comercializar na posse dos produtores. O INCA, na província, controla mil, 859 produtores familiares, mas apenas 751 se encontram em plena actividade, explorando em média 15 a 20 hectares. Na realidade, por incapacidade técnica e financeira, apenas um a dois hectares são explorados por cada um dos cafeicultores, dos cerca de cinco mil 375 disponíveis para cultivo, em toda a região.

Em 2017, a instituição tinha sob seu controlo na província 1.500 fazendas de produção de café, das quais apenas 700 eram exploradas, com apoio de cinco brigadas técnicas de café, situadas nos municípios do Cazengo, Golungo Alto, Samba Cajú, Quiculungo e Ambaca.

Fonte: O País

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