Grupo português Super Bock aposta na China e abandona construção de fábrica em Angola

O grupo português detém uma participação de 20% da Sociedade Bebidas de Macau que, por sua vez, detém a 100% a Xiamen Bock Brand Operation, estando os produtos Super Bock presentes em cerca de 50 cidades das províncias de Zhejiang e Fujian, onde vivem 200 milhões de pessoas.

Rui Ferreira, citado pelo Dinheiro Vivo, disse que o objectivo até 2020 é duplicar o número de cidades apenas nestas duas províncias, sendo que o plano estratégico para expandir para três outras províncias está a ser elaborado em conjunto com o parceiro local.

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O presidente do grupo adiantou ter sido abandonado em definitivo o projecto de construir uma fábrica de cerveja em Angola, que chegou a ser o principal mercado de exportação da empresa anteriormente conhecida por Unicer -Bebidas de Portugal.

“Angola é actualmente um mercado com vendas residuais, devido à crise financeira e económica que o país atravessa”, disse Rui Ferreira, que acrescentou “as nossas marcas continuam a ser acarinhadas pelos consumidores angolanos”.

O abandono do projecto é o culminar de uma ideia que nasceu em 2006, ainda sob a égide de Manuel Ferreira de Oliveira, e foi retomado pelos seus sucessores, Pires de Lima, João Abecassis e, agora, Rui Lopes Ferreira.

A Unica, a parceria criada em Angola com investidores locais, para facilitar o avançar do projecto, está hoje em liquidação, tendo Rui Ferreira afirmando que “pelo caminho fica um investimento que chegou a estar estimado em 130 milhões de euros”.

O grupo tem como accionistas a SGPS Viacer (grupos Viola [46,5%], Arsopi [28,5%] e Banco BPI [25%] com 56% e o grupo Carlsberg com os restantes 44%.

Fonte: Dinheiro Vivo.

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