Isabel dos Santos quer novos investidores para BFA e BIC

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Isabel dos Santos está a preparar a abertura do capital dos bancos de que é accionista em Angola a novos investidores. A empresária angolana é a principal accionista do Banco de Fomento Angola, via Unitel, e do BIC, instituição que está presente no mercado português com a marca Eurobic.

Os planos foram revelados numa entrevista à agência Bloomberg, durante uma conferência realizada no resort egípcio de Sharm El Sheik. Para o BFA ( Banco de Fomento Angola), Isabel dos Santos admite vender 25% numa oferta inicial em bolsa no início de 2019 que pode ocorrer em Londres ou Lisboa. O projecto está a ser trabalhado com consultores financeiros, acrescentou.

” Estes bancos têm vindo a ganhar força e agora é o tempo de abrir o capital e receber novos accionistas “, justificou nesta entrevista à agência Bloomberg.

O projecto de colocar o BFA, segundo maior banco comercial de Angola, não é novo, a hipótese tinha sido considerada como cenário durante as negociações entre Isabel dos Santos e o BPI, quando a empresária era a segunda maior accionista do banco português.

O BFA era controlado pelo BPI até ao início deste ano. O banco português cedeu o controlo, vendendo 2% do capital à Unitel, empresa de telecomunicações onde Isabel dos Santos é accionista com 25%, para responder a exigências do Banco Central Europeu. O BPI ainda é accionista do BFA, mas Isabel dos Santos vendeu as suas acções no banco português aos catalães do CaixaBank.

Isabel dos Santos, admite ainda vender uma participação no BIC através de uma colocação a investidores privados, dando preferência a um parceiro que já esteja no sector financeiro. Isabel dos Santos controla 43% desta instituição bancária que em Portugal comprou o BPN ao Estado.

E a demissão da Sonangol? É “normal” numa transição de poder.

Questionada sobre o seu afastamento da presidência executiva da Sonangol, uma das decisões tomadas pelo novo presidente João Lourenço, Isabel dos Santos desvalorizou, afirmando que era normal, na sequência da mudança de poder em Angola. Acrescentou contudo que a sua equipa na petrolífera angolana obteve bons resultados durante os 17 meses que esteve em funções.

Isabel dos Santos diz ainda que a sua demissão da Sonangol não afecta o investimento que tem em parceria com esta empresa na Galp Energia, através da Amorim Energia. Sublinha também que tenciona manter o investimento na operadora NOS.

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