João Lourenço adverte que quem deseja instabilidade política está a mexer com a segurança nacional em Angola

João Lourenço, que discursava na sessão de abertura da VI reunião ordinária do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a primeira que dirige desde que tomou posse como presidente do partido, em Setembro passado, fez um discurso maioritariamente voltado para o combate à corrupção e com exemplos ligados à família de José Eduardo dos Santos, sem porém, citar nomes.

João Lourenço pediu ao MPLA que fiscalizasse “as accões do presidente do Partido, do Presidente da República e do Titular do Poder Executivo”.

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“Quando tivermos coragem de assumir esta postura, então o país sairá a ganhar, porque, se o exemplo vier de nós, temos a certeza de que toda a sociedade nos seguirá”.

João Lourenço disse que, “forma pouco responsável”, se confiou a “um jovem inexperiente” a gestão de biliões de dólares do país ( José Filomeno dos Santos era presidente do Fundo Soberano com um orçamento de 5.000 milhões de dólares).

” O partido não pode ficar indiferente e tem de bater o pé perante tamanha afronta aos verdadeiros donos desses recursos, o povo angolano”, afirmou o líder do MPLA.

O presidente do MPLA deixou uma mensagem aos que procuram “desencorajar o investimento privado estrangeiro no seu próprio país”, advertindo-lhes que está a “acompanhar com seriedade aqueles que desejam e procuram financiar uma provável instabilidade política” em Angola.

” Só mesmo a falta de patriotismo pode levar um cidadão nacional a desencorajar o investimento privado estrangeiro no seu próprio país. Surpreende-nos o facto de cidadãos angolanos invocarem, quem sabe mesmo desejarem e até financiarem uma provável instabilidade política num país como Angola, já bastante martirizado por anos de conflito. Mas, tratando-se de um assunto de segurança nacional, com certeza vamos acompanhar com a seriedade que o assunto merece”, advertiu João Lourenço.

Falando do combate à corrupção, o também Presidente da República, realçou a existência de uma certa “teoria da vitimização” por parte de alguns “privilegiados”

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“Neste combate contra a corrupção, aqueles que vêm perdendo privilégios auto-adquiridos ao longo de anos deviam ter a sensatez e humildade e agradecer a este povo generoso por lhe ter dado essa possibilidade, e não se fazerem de vítimas, porque a única vítima do seu comportamento ganancioso foi o povo angolano”, concluiu João Lourenço .

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