João Lourenço deixa hoje Luanda para participar na cimeira da SADC na Namíbia

O Presidente da República deixa hoje Luanda com destino a Windhoek, onde vai participar nos trabalhos da 38.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), indica uma nota oficial.

Segundo um comunicado de imprensa da Casa Civil do chefe de Estado angolano, João Lourenço, também presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da SADC, é acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto.

A comitiva de João Lourenço integra também os ministros angolanos do Interior, Ângelo Tavares, da Economia e Planeamento, Pedro da Fonseca, e da Indústria, Bernarda Martins.

Na cimeira, que decorre sexta-feira e sábado sob o lema “Promover o Desenvolvimento das Infraestruturas e o Empoderamento da Juventude para um Desenvolvimento Sustentado”, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, passará a liderança da organização ao homólogo da Namíbia, Hage Geingob.

Em Windhoek, Angola vai apresentar uma proposta para a inclusão da data de “23 de março” como Dia de Libertação de África, com as autoridades angolanas a manifestarem-se moderadamente otimistas quanto à aprovação.

O “23 de março” marca a data da batalha do Cuito Cuanavale, na província do Cuando Cubango (sul de Angola), o maior conflito militar da guerra civil angolana, que decorreu entre 15 de novembro de 1987 e aquele dia de 1988, que opôs os exércitos das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), apoiados por Cuba, e da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), com apoio da África do Sul.

O fim da batalha marcou um ponto de viragem decisivo na guerra, incentivando paralelamente um acordo entre sul-africanos e cubanos para a retirada de tropas e a assinatura dos Acordos de Nova Iorque, que deram origem à implementação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, levando à independência da Namíbia e ao fim do regime de segregação racial que vigorava na África do Sul.

Na cimeira, Angola vai também propor a criação do Parlamento Regional da África Austral, que substituirá o Fórum Parlamentar da SADC, trabalho feito pelo Presidente da Assembleia Nacional (AN) angolana, Fernando Piedade Dias dos Santos.

Criada a 17 de agosto de 1992, em Windhoek, a SADC tem como objetivo promover o crescimento e desenvolvimento económico e sustentável, aliviar a pobreza, aumentar a qualidade de vida dos povos da região, bem como prover auxílio aos mais desfavorecidos.

A SADC foi criada a 17 de outubro de 1992 e integra Angola, Moçambique, África do Sul, Botsuana, Eswatini (antiga Suazilândia), República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Malaui, Maurícia, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.

Fonte: Lusa

Deixe o seu comentário