João Lourenço e o combate à corrupção

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Há um princípio que na vida tem permitido analisar acontecimentos: a seguir a uma grande liderança por norma vem um líder fraco, nas instituições, nos clubes e até nos Estados. Mas, há sempre exceções!

Angola, precisa dessa exceção, porque corre o risco de deitar fora mais uma oportunidade para criar uma linha de desenvolvimento estratégico.

Apesar de estarmos na diáspora acompanhamos com atenção redobrada os acontecimentos que vão surgindo na grande Pátria, de Cabinda ao Cunene. Pode ser um erro de perceção ou de falta de leitura atenta, mas a nossa Angola, carece de um conceito estratégico nacional e que permita envolver mesmo em momento de crise pandémica os governantes e os governados.

Temos fé de que a liderança do País será pujante e forte, por bons anos, mas tenhamos a compreensão de que está a ser feita uma revolução sem armas e sem derramamento de sangue, esse já correu por toda a parte e durante muito tempo.

Angola, precisa de um sentido estratégico desde a área económica, à social, passando por todos os pilares em que se constrói uma Nação. Mas, também precisa e muito de mudanças de mentalidade.

O angolano que tenha alguma estabilidade social deve fazer um esforço para descobrir o que pode dar mais em prol de todos e não esperar que as autoridades o ajudem. O cidadão tem que estar pronto exigir os seus direitos, sem descurar muito em especial os deveres.

Não foram só os que no passado tiveram poder e que viveram ou sobreviveram com atos de corrupção, toda uma mentalidade foi-se enraizando no valor da “gasosa” para a sobrevivência quotidiana.

Acreditamos que os novos quadros que regressam a Angola, após formação de alto nível na sua grande maioria, não pretendem herdar uma Angola consolidada nos mesmos vícios do passado. Temos países em África que estão a dar a volta a essas questões porque perceberam o logro em que estavam a cair pós-período colonial.

Angola tem capacidade de recursos para não ficar atrás da grande maioria dos Estados Africanos, mas que tal aconteça urge apoiar todas as ações no combate à corrupção em simultâneo a força política que governa tem de definir uma estratégia de desenvolvimento económico para o País.

Será sempre um erro, como prova a atual dependência sanitária e industrial, ficar a depender de uma única Nação como a China.

Esqueçamos muitos valores ideológicos que uniram governos e partidos, porque esses caminhos trouxeram pobreza e miséria, sem falar nas questões do medo e nas assimetrias sociais que são enormes.

O Presidente João Lourenço não tem toda uma vida para fazer história porque o próprio já afirmou que não se vai eternizar no poder, assim há que apoiar e depositar confiança para que possa fazer a necessária purga nos representantes do Estado e para os bloqueios que vão surgindo no seio do seu partido, fazendo o necessário saneamento sempre que tiver que ocorrer, porque acima de todo o individualismo está o bem mais precioso que é a Pátria e a força que o MPLA pode e deve catapultar para o bem-estar do povo.

Não temos dúvidas de que o caminho é penoso e tem que ser trilhado por todos. Os nossos herdeiros merecem receber um País muito melhor, que as gerações de governantes pós-independência não fizeram ou não quiseram fazer ou também não os deixaram fazer em Angola.

Angola merece mais e muito mais! No entanto, é preciso olhar para a diáspora espalhada pelo mundo em especial a que se encontra em território de Portugal, porque desta diáspora podem resultar inúmeros apoios.

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