João Lourenço pretende investimento directo na produção de bens de consumo

Lembrando que a nova legislação angolana se tornou mais atractativa para o investidor nacional e estrangeiro, João Lourenço disse estar criado um melhor ambiente de negócios.

O chefe de Estado angolano, João Lourenço, manifestou esta terça-feira ao seu homólogo da China, Xi Jinping, o desejo de ver aumentado o investimento directo de empresas chinesas na produção de bens de amplo consumo, noticiou o Jornal de Angola.

João Lourenço, que discursava no III Fórum de Cooperação China-África, no Palácio do Povo, em Pequim, indicou que este investimento pode ser feito através do estabelecimento de parcerias mutuamente vantajosas com empresários angolanos, na partilha de tecnologia e de conhecimento científico e na formação de quadros angolanos.

Lembrando que a nova legislação angolana se tornou mais atrativa para o investidor nacional e estrangeiro, João Lourenço disse estar criado um melhor ambiente de negócios. O chefe de Estado defendeu, para assegurar o êxito dos programas bilaterais de cooperação, o estabelecimento de “mecanismos práticos que possibilitem o acesso aos recursos financeiros necessários para o sucesso das medidas de políticas estabelecidas pelas nações africanas.”

Para o efeito, João Lourenço considera “necessário” que as instituições bancárias africanas e da China desempenhem um papel importante “com o objetivo de tornarem real esta vontade política de ambos os lados” em proporcionar os recursos e desenvolver projetos que garantam um desenvolvimento que se revele “mutuamente vantajoso”.

Segunda-feira, também em Pequim, o ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, informou que Angola e China concordaram em adiar para fins deste mês as negociações para a definição de um novo quadro geral de cooperação financeira.

À margem da cimeira, Manuel Augusto esclareceu que não devem ser assinados acordos no setor financeiro e adiantou que se está na fase final das negociações, “que permitirão concluir o acordo em breve”.

É possível que este acordo [sobre a definição do quadro geral de cooperação financeira] seja assinado na China ainda este ano”, disse, salientando que Pequim está disposta a financiar projetos em África, mas uma das contrapartidas, tal como definiu o seu Presidente, é a transparência nos países que queiram concorrer a esse financiamento.

A participação ao mais alto nível de Angola no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) tem em vista culminar as negociações para uma nova linha de crédito chinês destinada ao financiamento de vários projetos.

Fonte oficial declarou que, globalmente, Angola tenta fechar uma linha de crédito de 11.700 milhões de dólares (10.028 milhões de euros) para projetos de infraestruturas, através do Banco Industrial e Comercial da China, segundo o FOCAC, que cita o sítio de notícias CLBrief (Breves sobre a China e a Lusofonia).

No entanto, Manuel Augusto deu conta de que a delegação angolana vai assinar um memorando e um acordo durante a Cimeira. “O memorando vai estabelecer um quadro qualitativo e não necessariamente quantitativo da nossa cooperação”, esclareceu. O acordo a ser assinado é sobre uma doação da China de um centro de formação profissional no Huambo.

Fonte: Lusa

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