Kamalata Numa reclama ser candidato dos “militantes sem voz” da UNITA

“Entre os candidatos que se perfilam à sucessão do Dr. Isaías Samakuva eu acho que sou o que está mais bem preparado”, declarou Abilio Kamalata Numa.

O dirigente do “Galo Negro”, que falava após entregar a candidatura à comissão de mandatos do XIII Congresso Ordinário da UNITA, que deverá escolher o novo líder, invocou a sua “trajectória de luta” e nas instituições do Estado, bem como a larga experiência política.

publicidade

Faça já a sua assinatura: formulário de assinatura
Contactos editoriais: jornalkandandu@gmail.com

Publicidade: vivenviaspress@gmail.com

“Isso ajudou-me a perceber desde cedo que havia coisas em que podia contribuir melhor para alavancar a UNITA para um patamar que todo o povo tem esperado e sinto que eu posso fazer isso”, acrescentou.

O candidato garantiu que, se for eleito, a sua primeira preocupação será para com os que não votaram em si. “Esses são os mais importantes, são esses que tenho de convencer a sentirem que afinal têm aqui um homem com quem contar”.

Kamalata Numa dirigiu-se ainda aos “militantes sem voz” que são, disse, a base da sua candidatura e, entre os seus principais objectivos, pretende transformar a UNITA num partido pan-africano, moderno e com capacidade para ganhar as eleições em 2022.

Numa salientou que quer “estabelecer uma nova ordem para Angola”, afirmando que todos os projectos desde 1974 têm sido “um falhanço”.

“É altura de trazer para Angola uma outra forma de fazer a política”, apelou, defendendo que as instituições se devem ajustar à realidade angolana, ao contrário do que acontece com as instituições herdadas do colonialismo.

O general na reserva disse que existem actualmente duas sociedades em Angola : uma a quem o colonialismo “deu projecção”, e outra que ficou “à margem “.

“Estas sociedades têm de caminhar juntas, é preciso fazer política de convergência”, disse, acreditando que, “daqui a 30 ou 40 anos”, o país será “uma potência regional”.

No que respeita à sua visão sobre a UNITA, destacou que foi sempre dos que esteve na oposição interna para alertar para as questões que deviam ser mudadas.

“Agora tenho esta oportunidade”, rematou .

Fonte: Lusa .

Deixe o seu comentário