Karen Pacheco lança “O Meu Colar de Pérolas” na Casa de Angola em Lisboa

O Meu Colar de Pérolas é o primeiro livro de Karen Pacheco e narra a história de cinco mulheres que enfrentam situações difíceis, por escolhas feitas no passado.

A autora tentou destacar como as decisões que parecem ser simples podem exigir de nós a máxima atenção.

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Karen Pacheco tem 21 anos, é estudante de Direito e vive em Luanda. O livro de estreia será lançado nesta quinta-feira, 1 de Agosto na Casa de Angola em Lisboa, pelas 18h.

O prefácio é da psicóloga do desporto e coaching, Nádia Tavares. A apresentação será feita pelo jornalista e escritor Armindo Laureano. O livro tem a chancela da Vivências Editora em parceria a Perfil Criativo. Acompanhe a breve entrevista para a Vivências Press News.

O Meu Colar de Pérolas é o seu livro de estreia e será apresentado esta quinta-feira, na Casa de Angola em Lisboa. Há uma questão que se impõe: por que razão este título e qual a sua relação com a história das cinco mulheres?

A razão desse título é simples e tem nome: Noémia Miranda. É minha avó materna e é a mulher que mais influência tem em mim, a nossa relação vai além de avó-neta, é mais profunda que isso. A minha avó escreve a anos e infelizmente eram tempos em que o que ela escrevia era só pra ela e não teria a oportunidade ter um livro com os seus escritos, apesar de sermos pessoas diferentes, as duas somos parecidas e atrevo-me a dizer iguais, logo, senti-me na obrigação de fazer-lhe viver o que um dia foi um desejo dela através de mim. Ou seja, posso até ser eu que lanço os livros, mas os créditos são todos para ela, eu me comprometi comigo mesma que todos os títulos dos meus livros serão uma homenagem à ela, pois são títulos dos seus poemas.
A vantagem de se ser artista é de ter uma liberdade tal onde os sentimentos ocupam um espaço enorme e que permitem este tipo de situações.
O meu colar de Pérolas é um poema que a minha avó escreveu para os filhos dela, onde ela diz que tem 4 Pérolas o que equivale ao número de filhos que tem e descreve o seu amor por eles.
De primeira, eu não pensei que o título tivesse de ter conexão com as mulheres, mas quanto mais me envolvi na história mais eu vi que este livro representa a primeira pérola do meu colar e que o amor que sinto por ele é como que se de um filho se tratasse.

Algumas destas histórias retratam situações que vive ou viveu. Estamos perante uma narradora que também entra na narrativa?
Pura imaginação nada mais que isso. Se bem que, há algumas personagens que têm histórias que eu gostaria que tivessem sido verdade, mas que não foram, então eu adoptei e criei a minha realidade da minha forma. A vida é um drama, então eu consigo encontrar vários problemas em qualquer, intrigas, tristezas e criar uma história tão envolvente que dá a impressão de ser realidade, mas que no fundo não passa da imaginação de uma jovem que é tão dramática quanto às histórias que escreve [risos].

Quais são as expectativas e como está a viver estes dias anteriores ao lançamento?
As expectativas para o lançamento já estiveram altas, nestes últimos dias tento equilibrar e sentir-me forte para o que der e vier. Conscencializo-me de que o sucesso é com o tempo e que casa fase é uma fase, consigo entender que agora pode não ser um sucesso logo de imediato, mas depois de meses ou anos, alguém vir algo no que eu escrevo e querer apostar ainda mais em mim. Eu sei que as coisas são difíceis e ainda mais escrever livros e esperar ter um break through instantaneamente só acontece nos filmes ou com uma bênção de Deus, portanto, mantenho-me calma, extremamente positiva, quero marcar o meu território, continuar a surpreender as pessoas porque ainda há muita coisa na lista de espera para ser partilhado, este livro terá sequência e por aí a fora.
Para mim se as coisas são fáceis demais não valem a pena, tal como aquilo que retrato no meu livro, tudo pode dar certo como não, mas o facto de não dar certo não significa que não és bom o suficiente ou que aquilo que tens a oferecer não é válido, simplesmente que não era a altura e vive com isso, a vida não é fácil, não é suposto ser, daí o regogizo de vencer obstáculos que outrora eram impossíveis.

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