Luísa Grilo avança que reinício das aulas em Angola depende do aval do Ministério da Saúde

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O reinício das aulas do II ciclo do ensino secundário marcado para dia 13 de Julho está a depender do aval do Ministério da Saúde, informou, esta quarta-feira, 1, em Luanda, a ministra da Educação, Luísa Grilo. As aulas no ensino geral estão suspensas desde finais de Março, devido à covid-19.

O Governo determinou, no decreto sobre a situação de calamidade pública, que as aulas serão retomadas em três etapas distintas, a partir de 13 de Julho, com os estudantes universitários e os do II ciclo do ensino secundário (da 10.ª à 12.ª classe). Para o dia 27 de Julho, está previsto o reinício da actividade lectiva dos estabelecimentos do I ciclo do ensino secundário (7.ª à 9.ª classe) e do ensino primário (1.ª à 6.ª classe).

A reabertura e o funcionamento dos equipamentos de ensino pré-escolar estão sujeitos a uma regulamentação específica, conforme a orientação das autoridades governamentais. No âmbito da situação de calamidade pública, em vigor desde 26 de Maio, o Governo anunciou a reformulação do calendário escolar, que fica com apenas dois trimestres. Deste modo, prevê-se que o primeiro trimestre venha a decorrer de 13 de Julho a 28 de Agosto, e o segundo de 31 de Agosto a 31 de Dezembro.

No fim das audiências separadas com os embaixadores de Portugal e de Cuba em Angola, respectivamente Pedro Pessoa e Costa e Esther Armenteros, refere a Angop, Luísa Grilo disse que só o Ministério da Saúde pode determinar se existem condições para o efeito. Segundo a ministra, as condições para o ensino secundário estão criadas, mas tudo vai depender da evolução da situação epidemiológica no País.

A governante acrescentou que o Ministério da Educação está a trabalhar com os Governos provinciais e a monitorizar todo o processo, havendo indicações de que existem condições de biossegurança e água nos estabelecimentos de ensino do II ciclo do ensino secundário.

Caso o Governo mantenha o plano de reabertura das escolas este mês, pelo menos 18.297 escolas (com 97.459 salas de aula em funcionamento) voltarão a abrir, com mais de 10 milhões de alunos do ensino primário, do I ciclo do ensino secundário e II ciclo do ensino secundário, além de 200 mil professores.

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