Marcelo declara-se solidário com a política e o “percurso imparável” de João Lourenço

Num discurso já em tom de despedida, no penúltimo dia da visita de Estado a Angola, durante uma recepção oferecida ao Presidente João Lourenço e a primeira-dama, Ana Dias Lourenço, num hotel em Luanda, Marcelo Rebelo de Sousa declarou que irá regressar a Portugal “saudoso e solidário”.

“Saudoso e solidário, com a vossa gesta nacional, com a sua política, senhor Presidente, com esse percurso imparável legitimamente ambicionando converter o sonho fundador venerado no Memorial Agostinho Neto numa dimensão de potência regional, continental e com afirmação no mundo”, acrescentou.

O Presidente português reforçou a ideia de que se entrou num “novo ciclo” nas relações bilaterais: “Os senhores diplomatas aqui presentes compreenderão que uma página essencial foi virada e que um novo capítulo da nossa história comum foi aberto, a pensar no futuro”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, neste “novo ciclo” existe uma “parceria privilegiada” também no plano multilateral, em organizações como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ou as Nações Unidas (ONU).

O chefe de Estado português agradeceu a forma como foi acolhido em Angola, disse que nunca mais esquecerá esta visita e acima de tudo o contacto com a população, “a verdade do abraço, do beijo, do olhar, da palavra de um sem número de angolanos que amam Portugal e de um sem número de portugueses que amam Angola”.

No seu entender, “isso valeu e vale ainda mais do que seis meses de labuta em torno de 35 acordos, de certificação de dívida, de estímulos ao investimento, de cooperação na educação, na saúde, na segurança social, na Administração Pública, no poder local, na justiça e na defesa “.

“Porque são os povos, e só eles, a razão de ser dos poderes políticos, dos políticos, não o amor-próprio, não a vaidade , não a conveniência, não a ambição daqueles que, ao servirem os Estados, apenas servem os povos”, argumentou.

Dirigindo-se a João Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que aquilo que mais o tocou nesta visita “foi o encontro com as pessoas, todas e cada uma, a começar nas mais simples, nas mais directas, nas mais frontais, mas mais terra-a-terra”.

“Aí pude ver o que tantas vezes recordei : bem podem os que têm poder zangar-se -o que não é, nem será o caso -que a força do que nos une a todos resiste porque é baseada numa fraternidade indestrutível”, afirmou.

Fonte: Lusa.

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