Milhões de livros escolares distribuídos gratuitamente

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Os livros escolares impressos em Angola voltam a ser distribuídos nas instituições de ensino de forma gratuita, ao mesmo tempo que, dentro de um ou dois meses, o Estado paga a avultada dívida que contraiu às empresas gráfi­cas do país, prometeu a mi­nistra da Indústria durante visitas realizadas ontem a duas tipografias envolvidas no processo.

Bernarda Martins visitou a Damer Gráficas, em Talato-na, e a Imprimarte, em Viana, onde foi convencer  proprietários e trabalhadores a continuarem a impressão e entrega dos manuais às escolas, apesar da dívida que o Esta­do mantém para com essas empresas.

A ministra reconheceu a dívida, a qual considerou “ra-zoável” referindo-se à magnitude e ao valor dos fornecimentos que incluem equipamento e mobiliário escolar e se inserem num programa anual subscrito pelo Estado com empresas do sector.

A governante lamentou que, diante das dificuldades financeiras que o país atravessa, a dívida do Estado para com as empresas tipográficas tem-se vindo acumular, o que é agravado por uma flagrante falta de divisas.
A ministra da Indústria in­formou que Damer e a Im­-primart estão mobilizadas para entregarem o material de que dispõem às escolas e, dentro de um ou dois meses, o Executivo vai destinar verbas em kwanzas para pagar os fornecimentos e em divisas para complementar o trabalho destas. Em 2017, lembrou a ministra, os alunos utilizaram ma­nuais de épocas anteriores por os fornecimentos das gráficas não terem sido contratados, algo diferente do que se prevê para 2018.

“Para este ano, o Executivo vai fazer um esforço para o pagamento da dívida e, dentro de 30 a 60 dias, as gráficas farão a entrega dos manuais necessários às escolas”, de­clarou Bernarda Martins.

A ministra, que não revelou o valor da dívida, considerou a situação da indústria gráfica semelhante à das outras indústrias, mas, insistiu, é necessário que as dívidas sejam pagas e haja disponibilidade de divisas para que as gráficas possam disponibilizar todo o material necessário.

O presidente do Conselho de Administração da empresa gráfica Imprimarte, Carlos Cunha, comprometeu-se a entregar os manuais no prazo anunciado pela ministra, revelando o projecto da companhia trabalhar em horários ininterruptos de 24 horas para honrar o compromisso.

Carlos Cunha considerou que a Imprimarte executa o­bras de qualidade internacional, tendo defendido que o país não necessita de im­portar livros, uma vez que as empresas nacionais têm demonstrado um trabalho eficiente.
No que foi secundado por Bernarda Martins que admitiu, em declarações à imprensa, que  o país possui cerca de 40 empresas tipográficas que fornecem “um trabalho de qualidade e têm capacidade de produção de todo o material necessário”.


Chamem a Polícia
O Ministério da Educação está a distribuir dez milhões de manuais escolares que mantinha em stock, dos 40 milhões de que necessita, por ano, para distribuir aos alunos, revelou o director do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE), David Chivela, que acompanhou a ministra na visita.

O responsável disse esperar que a quantidade aumen-te com os livros provenientes das gráficas depois das conversações de ontem.
David Chivela propôs um trabalho coordenado com a Polícia para se obterem me­lhores resultados no comba-te à venda de livros escolares no mercado paralelo.

O director salientou que as quantidades de manuais solicitadas pelo Estado às gráficas, são, por procedimento, encaminhadas para o Ministério da Educação e, depois, para as escolas. “Para nós isto é o mais importante. Mas, se há fuga desde o processo de produção até a distribuição, este é um assunto em que a Polícia já está trabalhar”, acrescentou.

Fonte: JA

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