Ministra da Saúde admite recuar no desconfinamento e adiar reinício das aulas

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Governo angolano, segundo manifestou a ministra da Saúde Sílvia Lutucuta está “preocupado com o aumento de casos positivos e a alta mortalidade” da covid-19 no País e garante que vai adoptar mais medidas para conter a propagação da doença. O reinício das aulas, previsto para 13 de Julho, poderá ser suspenso.

“Estamos a fazer uma avaliação profunda das medidas actuais e provavelmente podemos ter de tomar outras para controlar esta cadeia de transmissão”, afirmou a ministra da Saúde Sílvia Lutucuta durante a habitual conferência de imprensa para actualização de dados neste domingo, 5, tendo mostrado preocupação com o elevado “incumprimento” dos cidadãos. 

Na conferência de imprensa, foi anunciado o 353.º caso de infecção em Angola, com um aumento de sete casos entre sábado e domingo, tendo-se registado um rápido aumento do número de infectados nas últimas quatro semanas.    

Os horários de restaurantes, mas também as práticas de exercício físico ao ar livre poderão ter mais restrições, admitiu a ministra, indicando que vão ser tomadas “medidas legais” na próxima semana para demover determinados comportamentos, sem especificar quais.

Quanto ao sector da educação, “está a fazer o seu trabalho de casa” e pode também vir a recuar no que diz respeito ao reinício das actividades lectivas. “Como dissemos vamos recuar em algumas coisas e provavelmente esta é uma delas”, afirmou Sílvia Lutukuta, sublinhando que o objectivo é cortar a cadeia de transmissão e continuar a proteger os angolanos. 

As aulas no ensino geral e universitário em Angola foram suspensas em Março, antes de o Presidente João Lourenço declarar o estado de emergência, que decorreu entre 27 de Março e 25 de Maio, tendo-se sucedido a 26 de Maio a situação de calamidade pública. 

O decreto que determina a calamidade pública prevê o reinício da actividade no ensino superior e no segundo ciclo do ensino secundário a partir de 13 de Julho, embora estando “dependente da evolução da situação epidemiológica”.

A ministra da Saúde também não excluiu a possibilidade de levantar uma cerca sanitária na província do Cuanza Norte, que, a par de Luanda, é o epicentro da epidemia, a província angolana com casos de covid-19.

Sílvia Lutucuta assumiu também que o Governo está “preocupado com a alta mortalidade” que se regista no País (19 óbitos), mas garantiu que está reunida “toda a capacidade técnica” e a ser cumprido “o que está estabelecido nos protocolos internacionais”.

Por outro lado, a ministra acrescentou que muitos doentes têm comorbilidades associadas e chegam aos hospitais já com paragens respiratórias, em estado crítico ou até mortos. Mas “temos doentes críticos que estiveram ventilados e recuperaram”, complementou.

Sílvia Lutucuta indicou ainda que o Governo tem criado boas condições de internamento e que a capacidade não está excedida. “O hospital de campanha que está na Zona Económica Especial não está cheio, tem capacidade de 500 camas e temos um total de 353 casos”, exemplificou, adiantando que existem mais locais de internamento.

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