Ministro das Finanças do Quénia detido por corrupção

O ministro das Finanças do Quénia, Henry Rotich, e vários funcionários do seu ministério foram presos, esta segunda-feira, por suborno e fraude num projecto de construção de duas barragens que envolve milhões de dólares.

O Procurador-Geral do Quénia, Noordin Haji, ordenou a detenção de Rotich, juntamente com outras 27 pessoas e entidades, e o governante entregou-se de forma voluntária.

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No passado, Rotich negou qualquer irregularidade.

A detenção do ministro está relacionada com o seu alegado papel na concessão de um contrato à companhia italiana CMC Ravenna para construir barragens em Arror e Kimwarer, na zona oeste do Quénia.

O Procurador-Geral sublinha que “as investigações estabeleceram que funcionários do Governo não cumpriram com as regras de contratação e abusaram dos seus cargos para garantir que o plano fosse cumprido”.

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O contrato original assinalava que o custo de ambas as barragens seria de 456 milhões de dólares, mas o Tesouro aumentou essa quantia em 170 milhões de dólares “sem ter em conta o rendimento ou as obras”. Até Janeiro deste ano, o Governo queniano pagou 197 milhões de dólares, ainda antes da construção ter começado.

“Estou convencido de que foram cometidos crimes financeiros. Portanto, aprovei as detenções”, concluiu o Procurador-Geral.

Após a detenção de Rotich, espera-se que o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, nomeie um ministro das Finanças interino.

O Quénia ocupa a posição 144 entre 180 países no índice de percepção da corrupção da organização Transparência Internacional ( o primeiro país nessa classificação é o considerado como o menos corrupto).

Fonte: DW.

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